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GNL: Marrocos suspende licitação para terminal pouco dias após reunião presidida por Mohammed VI

Victória Maviluka
3/2/2026
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Foto:
DR

Complexo portuário de Nador West Med destaca-se pela componente energético, incluindo o primeiro terminal de GNL do Reino, com capacidade anual de 5 mil milhões de m3.

O Ministério da Transição Energética e do Desenvolvimento Sustentável de Marrocos anunciou, esta semana, a suspensão de entrega de candidaturas e de abertura de propostas já recebidas para a licitação do terminal de GNL (Gás Natural Liquefeito) de Nador West Med, um projecto orçado em mil milhões de dólares.

Sem explicações plausíveis sobre a razão da decisão de suspensão do processo, a imprensa marroquina realça que a medida levanta a questão de saber se a decisão decorre de um simples reajuste do cronograma ou de uma revisão mais abrangente do plano nacional para o gás. 

O órgão que tutela o sector disse apenas, em comunicado, que a medida  deve-se a “novos parâmetros e pressupostos” relacionados com o projecto, e enfatizou a importância estratégica da infra-estrutura para o país monárquico do Norte de África, remetendo quaisquer novidades relativas ao programa de licitação para comunicados posteriores.

A decisão, realce-se, ocorre poucos dias após a reunião de trabalho presidida pelo Rei Mohammed VI (no poder desde 1999), que teve como foco o complexo portuário de Nador West Med, e durante a qual foi destacado a componente do polo energético do projeto, incluindo o primeiro terminal de GNL do Reino, com capacidade anual de 5 mil milhões de metros cúbicos, bem como um terminal de hidrocarbonetos. 

Essa componente, noticia o portal marroquino Le360 consultado pela revista Economia & Mercado, foi descrita como estratégica, “atendendo directamente aos imperativos de soberania energética do Reino”, segundo um comunicado do Gabinete Real, divulgado após a referida reunião.