Localizada na província do Huambo, a Fazenda Sol Nascente surge como um projecto que alia ensino superior, investigação e produção agrícola, com cerca de três anos de actividade e um investimento já estimado em 400 milhões de kwanzas, visando alcançar, no total, mil milhões de kwanzas.
Ligada ao Instituto Superior Politécnico Sol Nascente, a fazenda nasceu no âmbito da necessidade de reforçar a formação prática nos cursos de Engenharia Agronómica e Pecuária, ainda com pouca procura em Angola. Segundo David Boio, o projecto foi concebido como uma plataforma de suporte ao ensino e investigação, mas também como unidade produtiva capaz de gerar sustentabilidade financeira e ligação directa com a comunidade.
Nos primeiros dois anos, a prioridade recaiu sobre a criação de infra-estruturas, incluindo preparação de solos, construção de estufas e instalação de uma represa para garantir água ao longo do ano. A fazenda ocupa dois espaços distintos, um com 140 hectares e outro com cerca de 15 hectares.
Foi apenas no último ano que a componente comercial começou a ganhar expressão, com destaque para o cultivo de feijão, actualmente em fase de colheita numa área de cerca de 10 hectares. A produção, que resistiu a um episódio pontual de granizo, será parcialmente destinada ao consumo como feijão de mesa e outra parte à produção de sementes.
Além do feijão, a fazenda trabalha com culturas como soja, milho, abacate, café e diversas frutas, bem como uma forte componente de plantas ornamentais. No caso do abacate, cerca de 10 hectares estão orientados para exportação, com foco estratégico no Médio Oriente, incluindo mercados como Qatar e Dubai, "embora factores geopolíticos recentes estejam a dificultar o processo".

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