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Líderes e empresários debatem o futuro do sector privado

Redacção
25/6/2026
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Para os especialistas, a falta de ferramentas práticas de liderança, a ausência de indicadores de performance e as debilidades na cultura organizacional figuram como os principais obstáculos.

A necessidade de capacitação em gestão e a estruturação de processos internos continuam no topo das prioridades dos gestores e líderes nacionais, num momento em que o sector privado é chamado a assumir um papel mais activo na criação de emprego e na estabilização económica do País.

O debate em torno do fortalecimento do tecido empresarial privado voltou ao centro das atenções num fórum de capacitação executiva realizado em Luanda, que juntou cerca de 60 empresários de diversos sectores para debater a eficiência operacional e a sustentabilidade dos negócios face ao actual cenário macroeconómico.

Para os especialistas, a falta de ferramentas práticas de liderança, a ausência de indicadores de performance e as debilidades na cultura organizacional ainda figuram como os principais obstáculos ao crescimento das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) em Angola, limitando a sua capacidade de atracção de capital e de escala.

Maurício Guimarães, director executivo do Grupo Acelerador Angola e um dos dinamizadores do debate, defende que o motor de desenvolvimento do País tem de transitar da esfera pública para o mercado livre. "A criação de emprego e o crescimento da economia angolana não depende apenas do Estado, mas também da capacidade do sector empresarial nacional", frisou o gestor.

O analista sublinha a urgência de dotar as PMEs de robustez operacional para que estas possam suportar a pressão do mercado e mitigar a dependência crónica dos contratos e subsídios estatais.

Entre os operadores económicos, a visão aponta para uma reestruturação urgente no modelo de actuação das empresas locais. Adanildo Pedro, director da ENG23, destaca que a sobrevivência no actual contexto exige uma profunda "mudança de mentalidade" e uma maior abertura para parcerias estratégicas intersectoriais que possam gerar valor acrescentado.

As dificuldades ao nível do capital humano e da organização interna também continuam a condicionar a eficiência das empresas. Muanha Da Liberdade, directora-geral da Livraria Universo dos Livros, aponta as áreas de recrutamento, departamentalização e automatização de processos como os nós estranguladores que urgem ser resolvidos nas estruturas corporativas nacionais.