O acesso ao crédito e financiamento é um dos entraves para a expansão da produção avícola, principalmente de frango em Angola, reconheceu o ministro da Indústria e Comércio (MINDCOM), Rui Miguêns de Oliveira.
Rui Miguêns de Oliveira, que participou da conferência sobre “Desenvolvimento do Sector Avícola”, realizada em Luanda, chamou a atenção das instituições financeiras e bancárias, sobretudo as que participaram do evento, para se encontrar uma solução imediata.
“Para além dos co-organizadores, o Fundo Soberano de Angola (FSDEA) e International Finance Corporation (IFC), instituições financeiras de abrangência nacional e internacional, temos aqui hoje representantes do AfDB, BDA, FADA e BFA que nos ajudarão a encontrar os caminhos para prover de crédito e financiamento os participantes da cadeia de frango”.
Para o ministro do MINDCOM, Angola precisa de instrumentos financeiros que entendam o ciclo biológico da ave e os riscos do agronegócio. Relativamente às políticas públicas, continuou, o Executivo tem vindo a criar incentivos que garantam prioridade de acesso ao mercado interno e vantagem comparativa ao produtor nacional.
“As restrições nas importações que vimos implementando de carácter tarifário e não tarifário, têm esse objectivo, o qual é balanceado com a necessidade de continuar a prover a nossa população com o acesso à proteína base para a alimentação.”, afirmou Rui Miguêns de Oliveira, na conferência organizada pelo FSDEA, no dia 05 de Março de 2026.
A estratégia adoptada pelo Executivo, como se pôde depreender das declarações do ministro Miguêns, está longe de se considerar proteccionismo (cego), pretende-se competitividade estrutural que permita “sentar em bases sólidas” e permanentes a cadeia de produção de frango, tornando o País capaz de enfrentar e superar a concorrência internacional.
Angola, informou o auxiliar do Titular do Poder Executivo, João Lourenço, gasta aproximadamente 850 mil USD por dia na importação de frango.
Em referência aos dados da Administração Geral Tributária (AGT), afirmou que o País importou pelo menos 227 mil 855 toneladas de frango e partes, representando um custo (CIF) de mais de 310 milhões USD.
“Embora este valor tenha baixado em relação aos 381 milhões de USD registados em 2022, o que representa uma redução na ordem dos 18,64%, a verdade é que cada dólar enviado para o estrangeiro é um dólar que não investimos nas nossas fazendas, na nossa indústria”, declarou Rui Miguêns.

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