Os temas de literacia financeira continuam a ser chaves, embora haja maior bancarização em determinadas regiões do globo, afirmou Daniel Clemente, general Manager da Sociedade Interbancária de Serviços International (SIBS), durante a participação na “Executive Conference”, evento realizado em Luanda por ocasião dos 25 anos de existência da EMIS.
Para o representante do ente responsável pelos sistemas de pagamentos electrónicos em Portugal, que participou da primeira mesa-redonda da conferência, deve-se (adicionalmente) apostar nas áreas ligadas à literacia financeira a fim de assegurar que as pessoas saibam fazer pagamentos.
Face ao número de players no mercado nos últimos anos e à inovação tecnológica, Daniel Clemente defende a constante adaptação para assegurar que a missão de desenvolver sistemas de pagamentos seja cumprida.
“Se olharmos para os últimos anos, tivemos uma fase em que as big tech (empresas como a Apple e Google) a entrar no mercado e tiveram impacto onde não existiam interbancários tão fortes como nós”, argumentou o general Manager da SIBS International, quando questionado sobre o futuro, tendo em conta a evolução tecnológica registada nos últimos 15 anos.
De acordo ainda com as declarações do representante de Portugal, no evento organizado pela Empresa Interbancária de Serviço (EMIS), no dia 27 de Julho de 2026, está-se a entrar numa fase em que se desconhece (exactamente) o que vai ser o desenho, “mas tem muito a ver com a utilização da digitalização social para fazer as compras on-line”.
Actualmente, continuou Daniel Clemente, pode-se (com muita facilidade) agarrar num telemóvel e fazer uma pesquisa a fim de escolher um produto. “Mas, só através da discussão com o agente é que mandamos fazer a compra”.
À medida que o agente contactado conhece melhor o cliente on-line, como se pôde depreender das declarações do quadro sénior da SIBS, tudo fará para ser confiado. Mas isso levanta um conjunto de riscos porque as pessoas perdem algum controlo, em relação ao poder de aquisição.
O controlo e as decisões dos clientes ficam concentradas em muitas entidades, factos que, segundo Daniel Clemente, precisam ser acompanhados e geridos do ponto de vista ecológico, assim como estrutural. “Mas de qualquer formas nos vamos todos adaptar a esses constrangimentos”, disse.















