Atendendo à evolução dos meios de pagamentos digitais, Juvelino Domingos, administrador Executivo do Banco Angolano de Investimentos (BAI), sugere que o sistema financeiro angolano inove para mecanismos mais avançados de transacções, como a emissão de cartões virtuais.
Painelista na Conferência Executiva - EMIS 25 Anos, realizada nesta semana, na capital do País, o responsável da instituição bancária sugeriu três prioridades que acha fulcrais para que a Empresa Interbancária de Serviços encare os desafios do futuro: inovação, segurança e inclusão.
“Hoje, temos uma predominância muito grande de ATMs, cartões físicos. Há a necessidade de evoluirmos para cartões virtuais, para cartões multicaixa que tenham aceitação, além de nacional, internacional. Hoje, é possível o mesmo cartão multicaixa ser utilizado, quer localmente, quer internacionalmente”, disse, sobre inovação.
Em relação à segurança, Juvelino Domingos disse que, no futuro, a moeda do sistema de pagamentos será a confiança. Recordou que, sem segurança, não há confiança, e que um dos factores que faz com que não se transforme a tecnologia em casos de uso no dia-a-dia é a confiança.
“À medida que vamos evoluindo, vamos traçando a trajectória da digitalização, da inovação, os riscos também são maiores; riscos cibernéticos e por aí fora. (...) Não podemos deixar de fora a segurança, só por esta via conseguimos manter a confiança das pessoas. (...) As pessoas precisam estar seguras de que, ao utilizarem os novos canais, os novos meios, não sofrem qualquer risco”, salientou.
Já sobre a inclusão, o administrador Executivo do BAI elucidou que é necessário que, no sistema financeiro, se se quiser substituir o dinheiro físico, haja uma proposta de valor em relação àquilo que se pretender substituir.
Juvelino Domingos afirmou que as pessoas não podem ter mais dificuldades em utilizar os pagamentos móveis em comparação com a utilização do numerário, com o dinheiro físico.
Por isso, defendeu, durante a participação na Mesa-Redonda sob o tema ‘Infra-estrutura que impulsiona o Crescimento Económico’, a existência de uma infra-estrutura composta por uma rede de aceitação vasta, que garanta que a cadeia de pagamentos não pare.
“A pessoa, seja qual for, recebe uma transferência qualquer, de onde quer que seja, a partir daí consegue, dentro do mesmo ecossistema, tratar das suas necessidades, sem necessidade de fazer o cash-out. Portanto, para isso, é necessário que haja uma rede de aceitação vasta, ampla e disponível, em tempo real e sem disrupção”, perspectivou.















