O mercado europeu de manga ronda as 500 mil toneladas anuais, sendo fortemente dependente de importações, que representam cerca de 450 mil toneladas. O Brasil lidera o fornecimento, seguido pelo Peru, África Ocidental e República Dominicana, enquanto a Espanha emerge como produtor regional.
Ao contrário do abacate, a manga apresenta ainda margem significativa de crescimento no mercado europeu, cujo consumo permanece abaixo de outras frutas tropicais como banana e ananás.
O crescimento do consumo tem sido impulsionado por tendências de conveniência, como produtos prontos a consumir, e pela valorização de atributos nutricionais. A diversificação demográfica e o interesse crescente das gerações mais jovens também contribuem para a expansão da procura daquele produto no continente europeu.
Contudo, o sector enfrenta desafios relevantes, incluindo vulnerabilidade climática, aumento dos custos logísticos e elevada concentração do mercado, com os dois principais fornecedores a representarem mais de 70% das importações.

Riscos fitossanitários e segurança alimentar
A manga apresenta ainda riscos fitossanitários significativos, sobretudo relacionados com a mosca-da-fruta, considerada a principal ameaça quarentenária para a União Europeia.
Países da África Ocidental, como Costa do Marfim, Burkina Faso e Mali, apresentam níveis elevados de risco, enquanto Brasil e Peru registam níveis mais baixos de incidência e maior conformidade com os requisitos europeus.
No domínio da segurança alimentar, persistem casos de não conformidade, particularmente associados ao uso de pesticidas não autorizados ou resíduos acima dos limites legais, com maior incidência em países como Índia e Paquistão.
Dados da Freshfel Europe, associação europeia do sector hortofrutícola, apresentados na Macfrut 2026, indicam que o mercado europeu de frutas tropicais entra numa nova fase, caracterizada por maior maturidade no segmento do abacate e expansão gradual da manga. O crescimento do mercado dependerá da capacidade dos operadores em responder às exigências regulatórias, garantir sustentabilidade e inovar em formatos e canais de consumo.
África surge como uma das regiões com maior potencial para reforçar o fornecimento ao mercado europeu, embora enfrente desafios significativos em matéria de compliance e infra-estruturas.
*Em Rimini, Itália, a convite da ITA e da Macfrut


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