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MPME "continuam a ser a base do tecido empresarial" angolano, representando mais de 90%

Victória Maviluka
7/4/2026
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Foto:
Carlos Aguiar

PCA do INAPEM considera que Angola tem hoje condições para afirmar um tecido empresarial mais moderno, mais estruturado e mais competitivo.

Angola continua a ter nas Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) a base do seu tecido empresarial, representando este sector mais de 90% das empresas angolanas, informou o Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM).

Bráulio Augusto, que falava na 2.ª edição da ‘Semana da Sustentabilidade by INAPEM’, aberta esta terça-feira, em Luanda, afirmou que esta cota das MPME no mosaico empresarial angolano torna este segmento determinante para qualquer processo de transformação económica.

“Neste contexto, a incorporação de práticas sustentáveis deixa de ser uma opção e passa a ser uma condição para a modernização das empresas, para o acesso a novas oportunidades e para a sua integração em mercados cada vez mais exigentes”, disse.

O gestor referiu que Angola tem, hoje, condições para afirmar um tecido empresarial “mais moderno, mais estruturado e mais competitivo”. Mas observou que o desafio está em garantir que esse processo seja feito com consistência, coordenação e foco em resultados.

Segundo o gestor, as grandes empresas que operam no País têm vindo já a incorporar critérios ambientais, sociais e de governação nos seus modelos de gestão. O sector financeiro, exemplificou, começa, de forma gradual, a integrar dimensões de sustentabilidade na avaliação de projectos.

Destacou que a academia tem vindo a formar uma nova geração de empreendedores “mais consciente e orientada para soluções sustentáveis”, e sublinhou que o desafio que se coloca é garantir que as Micro, Pequenas e Médias Empresas acompanhem esta evolução.

A incorporação de práticas sustentáveis deixa de ser uma opção e passa a ser uma condição para a modernização das empresas

Bráulio Augusto asseverou que a sustentabilidade não é um custo adicional, mas, sim, um factor de competitividade, um instrumento para reduzir desperdícios, melhorar processos, aumentar eficiência e reforçar a posição das empresas no mercado.

“Mas, para que esta transformação aconteça, é necessário dar um passo adicional: sair da fase da sensibilização e entrar na fase da implementação. Transformar conceitos em práticas, transformar eventos em programas, transformar intenções em resultados”, precisou.

Segunda edição da ‘Semana da Sustentabilidade by INAPEM’ decorre em Luanda sob o tema ‘Transição Verde e Desenvolvimento Económico em Angola’

Em relação à ‘Semana da Sustentabilidade’, o PCA do INAPEM descreveu que a iniciativa se afirma como um instrumento relevante de política pública, orientado para reforçar a capacidade do tecido empresarial em responder aos desafios de um novo ciclo económico mais exigente, mais competitivo e cada vez mais orientado por critérios de sustentabilidade.

“A realização desta 2.ª edição assenta num percurso que importa reconhecer. A primeira edição desta iniciativa não foi apenas um exercício experimental. Foi um marco. Um sinal de que era possível colocar a sustentabilidade no centro do debate económico nacional com foco nas Micro, Pequenas e Médias Empresas”, realçou. 

A 1.ª edição, recordou, permitiu mobilizar mais de 500 participantes, envolver especialistas nacionais e internacionais e capacitar directamente centenas de empreendedores, contribuindo para introduzir, de forma prática, a temática da sustentabilidade no contexto empresarial angolano. 

“Mas mais importante do que isso, permitiu consolidar uma ideia central: a sustentabilidade, no nosso contexto, só fará sentido se for traduzida em soluções aplicáveis às empresas, com impacto directo na sua eficiência, competitividade e capacidade de crescimento”, observou Bráulio Augusto.