A Oando Plc, empresa nigeriana de petróleo, assinou um contracto de partilha de produção (PSC) para o Bloco KON-13, em Angola, passando a operadora do activo com uma participação de 45%, soube a Revista Economia & Mercado através de um comunicado da Agência Nacional de Petroleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).
A ANPG confirmou o acordo que torna a Oando operadora do bloco terrestre da Bacia de Kwanza com uma participação de 45%, cabendo os restantes 55% à Effimax Energy (30%), à Sonangol (15%) e à Walcot Ltd (10%).
O Bloco KON-13 é considerado um activo de elevado potencial. A ANPG estima recursos prospectivos entre 770 milhões e 1,1 mil milhões de barris de petróleo. Dois poços já perfurados a cerca de 3 mil metros revelaram espectáculos de petróleo e gás, o que reduz os riscos de exploração em fase inicial e oferece um caminho mais claro para o desenvolvimento.
Este empreendimento representa o primeiro projecto upstream operado pela Oando fora da Nigéria, um marco que sinaliza a ambição da companhia de construir uma carteira pan-africana de petróleo e gás, num momento em que as grandes empresas internacionais estão a reduzir a sua exposição onshore em todo o continente.
A entrada em Angola acontece após uma série de expansões estratégicas. Em 2024, a Oando concluiu uma aquisição de 783 milhões de dólares dos activos da Nigeria Agip Oil Company, pertencente à italiana Eni, assumindo a operação de várias concessões de mineração de petróleo onshore no Delta do Níger. Esse negócio foi uma das maiores transferências de activos upstream de uma companhia internacional para uma empresa local na Nigéria.

Actualmente, a Oando detém participações em 14 activos de petróleo e gás na Nigéria e em São Tomé e Príncipe. O portefólio abrange mais de 22 mil quilómetros quadrados de área e uma infra-estrutura capaz de movimentar quase 500 mil barris de petróleo por dia.


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