Angola conta desde ontem, terça-feira, com um novo complexo industrial, localizado no quilómetro 44 da Estrada do Bom Jesus, na província do Icolo e Bengo, que deverá reforçar a capacidade exportadora do País para os mercados da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e aumentar a produção nacional de materiais de construção, substituir importações e impulsionar o processo de industrialização nacional.
Trata-se do Polo Industrial Phoenix Bridge Group, um investimento privado de 80 milhões de dólares norte-americanos, considerado um dos mais relevantes investimentos privados recentes na indústria transformadora angolana.
Inaugurado pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, a infra-estrutura é composta por cinco unidades fabris dedicadas à produção de materiais para a construção civil, um empreendimento enquadrado na estratégia do Executivo de diversificação da economia, fortalecimento da produção nacional e valorização da indústria transformadora, de acordo com a nota a que a E&M teve acesso.
Durante a cerimónia de inauguração, o ministro destacou que o projecto responde às políticas públicas de industrialização e de desenvolvimento da economia não petrolífera, e visa gerar emprego qualificado e aumentar a competitividade da produção nacional, além de contribuir para a redução da dependência das importações.
Mais do que abastecer uma parcela significativa do mercado interno, refere o comunicado, o Phoenix Bridge Group prepara uma segunda fase de expansão que prevê o aumento da capacidade produtiva e a entrada gradual nos mercados da SADC, posicionando Angola como uma plataforma regional de produção e distribuição industrial.
O projecto recorre igualmente a matérias-primas provenientes de várias províncias do País, mirando a transformação local dos recursos naturais, a propagação de cadeias de valor industriais e a formação de quadros nacionais, numa estratégia para o crescimento sustentável da economia.
Ainda de acordo com o documento, o investimento da Phoenix Bridge Group surge como mais um indicador da confiança do sector privado no potencial industrial de Angola e do esforço do País para consolidar uma base produtiva capaz de gerar valor acrescentado, aumentar as exportações não petrolíferas e reforçar a integração económica regional.
A sua inauguração, entretanto, acontece num momento em que a economia angolana continua a apresentar um desempenho positivo fora do sector petrolífero.














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