O futuro e a estabilidade do sector bancário angolano estão ligados à preservação da confiança pública, advertiu o Vice-Governador do BNA, Domingos Pedro, ao defender que a governação corporativa deve colocar no topo das preocupações os cidadãos que diariamente confiam as suas poupanças às instituições financeiras.
"Precisamos reforçar a confiança no sistema financeiro, a confiança nos nossos depositantes que são, verdadeiramente, os donos dos bancos", enfatizou o Vice-Governador. A posição foi defendida durante o discurso de encerramento da vigésima edição do estudo "Banca em Análise 2026", organizado pela consultora Deloitte.
Embora tenha reconhecido que os dados de 2025 apontam para um cenário de "impulso" caracterizado pelo crescimento dos lucros, do volume de negócios e pelo aumento expressivo dos depósitos que ajudaram a alavancar o crédito à economia , o Vice-Governador alertou que a leitura do desempenho do sector não se deve limitar a recordes financeiros.
Para o regulador, os resultados líquidos positivos e a robustez dos balanços só fazem sentido se estiverem alinhados com uma conduta de mercado ética e transparente. A autoridade macroeconómica vincou que a sustentabilidade de qualquer banco já não é medida apenas pela dimensão dos seus ativos, mas sim pela qualidade da sua governação e resiliência perante riscos emergentes.
Para garantir que este crescimento seja acompanhado de estabilidade, o Vice-Governador lembrou que o BNA está a apertar a fiscalização através de novos instrumentos legais, como o Aviso n.º 3/2026, que impõe padrões mínimos rígidos para o governo societário e cultura organizacional.
O número dois do banco central concluiu afirmando que, com a entrada de Angola na era do Open Banking e da Inteligência Artificial, os mecanismos de defesa digital e o combate ao cibercrime passaram a ser "peças vitais" da agenda prudencial para proteger os clientes da banca nacional.















.jpg)