O Banco de Poupança e Crédito (BPC) vai receber (pela primeira vez) dividendos na qualidade de accionista da “A MUNDIAL SEGUROS”, anunciou o presidente do Conselho de Administração da respectiva seguradora, Cláudio Pinheiro, durante a apresentação do desempenho económico e financeiro do exercício de 2025, realizado, recentemente, em Luanda.
A distribuição de dividendos entre os accionistas da “A MUNDIAL SEGUROS”, avançou ainda Cláudio Pinheiro, foi decidida na última assembleia geral daquela instituição financeira não bancária, no dia 24 de Abril de 2026.
Face aos critérios a ter em conta para a sustentabilidade da própria seguradora, explicou o ‘chairman’ da “A MUNDIAL SEGUROS”, ficou estabelecido no respectivo conclave que (apenas) 30% dos proveitos serão distribuídos entre os accionistas, como remuneração do capital investido.
“Merece particular destaque a distribuição de dividendos aos accionistas pela primeira vez na história da companhia, marco que reflecte a maturidade financeira alcançada e a capacidade sustentável de remunerar o investimento dos accionistas”, declarou Cláudio Pinheiro.
Quanto ao desempenho económico e financeiro referente a 2025, “A MUNDIAL SEGUROS”, que tem o BPC como accionista maioritário, lucrou 16 mil milhões de Kwanzas. Um aumento de 23% face ao período homólogo.
Os prémios brutos emitidos no exercício em análise rondaram os 26 mil milhões Kz, reflectindo o crescimento homólogo de 11%. Segundo a administração da sociedade financeira não bancária em causa, foi impulsionado pela confiança do mercado na diversificação da oferta.
O activo (líquido) da participada do BPC no segmento segurador fixou-se em 70 mil milhões Kz. Os capitais próprios atingiram os 39 mil milhões Kz, um crescimento de 73%. Para a administração presidida por Cláudio Pinheiro, respectivo indicador traduz solidez financeira daquela organização.
A margem de solvência (em 2025) foi de 1300%, “indicador que evidencia a capacidade (excepcional) de cumprimento dos compromissos e uma posição de elevada estabilidade no sector”. A taxa de sinistralidade fixou-se em 20%, o que (segundo o board) ilustra uma gestão de risco rigorosa.
O Conselho de Administração também considera relevante o facto de “A MUNDIAL SEGUROS” participar na recém-criada resseguradora, “Mulemba Re”, com investimento correspondente a 7% do capital.
Relativamente ao fisco no exercício económico de 2025, a companhia de seguro pagou imposto industrial no valor de 4,5 mil milhões Kz. Em 2026, prevê aumentar 24% a contribuição fiscal pelos resultados do ano passado.


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