O preço do petróleo está a negociar em território negativo esta segunda-feira, com perdas superiores a 1%, numa altura em que os investidores avaliam a possibilidade de um acordo nuclear entre os Estados Unidos e o Irão.
As delegações dos dois países devem voltar a encontrar-se esta semana para mais uma ronda de negociações, o que está a deixar os mercados esperançosos, embora Washington continue a reforçar a sua presença militar ao largo do território iraniano.
Neste momento, o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, recua 1,23%, para 65,66 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para Angola, desvaloriza 1,17%, para os 70,92 dólares por barril. Estes movimentos seguem-se a uma sessão morna no mercado petrolífero, com os dois índices a fecharem quase inalterados na sexta-feira, mesmo depois de Donald Trump, Presidente norte-americano, ter ameaçado o Irão com uma nova intervenção militar.
Já este domingo, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, disse à CBS que existe "uma grande probabilidade de se chegar a uma solução diplomática em que todos ganham", referindo ainda que esse mesmo acordo estava ao alcance dos EUA e do Irão. Araghchi revelou que deverá encontrar-se com o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, esta semana em Genebra.
Desde o arranque do ano, o petróleo tem conseguido conquistar terreno após um 2025 particularmente penoso para a matéria-prima. Isto acontece apesar das previsões de um grande excedente no mercado, à medida que a procura mundial por crude arrefece um pouco por todo o mundo. No entanto, com as tensões entre os EUA e o Irão ainda bastante vivas, os investidores preparam-se para possíveis disrupções.

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