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Petróleo sobe pelo quarto dia consecutivo sem tréguas à vista

Adnardo Barros
23/4/2026
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Foto:
DR

O eclodir do conflito no Médio Oriente mergulhou o mercado energético numa forte volatilidade, levando os preços do petróleo a negociar em máximos de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia e o barril

Os preços do petróleo estão a subir pelo quarto dia consecutivo, ao passo que os impasses nas negociações entre os EUA e o Irão começam a frustrar os investidores, deixando-os com poucas esperanças de que o conflito se resolva a curto prazo. O estreito de Ormuz permanece como um obstáculo à paz no Médio Oriente, com o duplo bloqueio da via marítima a impedir a travessia de petroleiros e demais embarcações.

Nesta altura, o Brent, referência para exportações angolanas, acelera 1,39%, para 103,35 dólares por barril, depois de ter avançado mais de 13% nas últimas três sessões e de ter ultrapassado o patamar dos 100 dólares na quarta-feira. Já o West Texas Intermediate, referência para os EUA,  ganha 1,64%, para 94,48 dólares por barril, após ter chegado a acelerar mais de 4%, impulsionado por notícias, até agora não confirmadas, de que foram ouvidas explosões no Irão.

O eclodir do conflito no Médio Oriente mergulhou o mercado energético numa forte volatilidade, levando os preços do petróleo a negociar em máximos de 2022,  quando a Rússia invadiu a Ucrânia e o barril de crude atingiu os 120 dólares.

Por enquanto, o Presidente dos EUA, Donald Trump, concordou em prolongar o cessar-fogo com o Irão por tempo indeterminado, à espera de uma proposta de paz por parte do país do Médio Oriente,  não obstante o regime islâmico continuar a afirmar que não participará numa nova ronda negocial enquanto os norte-americanos não levantarem o bloqueio no estreito de Ormuz.

«As tensões mantêm-se elevadas e, estando os EUA e o Irão actualmente num impasse quanto aos acordos, até que alguém ceda, o caminho de menor resistência para os preços continua a apontar para uma subida», explica Dennis Kissler, vice-presidente sénior de negociação da BOK Financial Securities, à Bloomberg. «Quanto mais tempo o petróleo não circular pelo estreito, mais os preços irão subir», acrescenta.