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Política monetária: BNA enxugou liquidez na economia

Fernando Baxi
2/3/2026
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Foto:
DR

Números divulgados pelo BNA indicam uma contração da liquidez no primeiro mês do presente exercício económico, em relação a Dezembro.

O Banco Nacional de Angola (BNA) adotou uma estratégia restritiva (ao nível da política monetária) em Janeiro de 2026 quando comparado com o mês  de Dezembro de 2025, como ilustra a evolução da base monetária.

Em Dezembro último, demonstram as estatísticas do banco central, a base monetária era de pelo menos 4,34 biliões de Kwanzas. No mês seguinte (Janeiro de 2026) passou para quase 4,01 biliões Kz. Os números expressam uma redução de aproximadamente 7,48% (325,06 mil milhões Kz). 

Os números divulgados pelo BNA indicam uma contração da liquidez no primeiro mês do presente exercício económico, em relação a Dezembro, período que costuma apresentar expansão da base monetária por factores considerados sazonais, tais como o pagamento do décimo terceiro salário.

Se em Dezembro houve maior circulação de dinheiro na economia, no primeiro mês do ano (Janeiro) é comum o Banco Nacional de Angola (BNA) reverter (ainda que parcial) a expansão monetária verificada anteriormente.

Ainda no mesmo período, registou-se uma diminuição de 5,27% no montante de notas e moedas em circulação na economia. Em Dezembro do ano passado, o valor em poder público foi de 1,06 bilião Kz. No mês de Janeiro a quantia passou para quase 1 bilião Kz (menos 56,16 mil milhões Kz).

Também se verificou uma contração nas reservas obrigatórias, pois estas (de acordo com as estatísticas do banco central) no último mês do ano passado estavam quantificadas em 2,56 biliões Kz. No início do presente exercício económico cifrou-se em pelo menos 2,15 biliões Kz, uma quebra de 2,04%.   

Em termos absolutos (como se pôde calcular), as reservas obrigatórias baixaram para quase 52,59 mil milhões Kz em Janeiro, face a Dezembro. 

A evolução dos dois indicadores demonstram que o BNA (Janeiro) adotou uma política monetária restritiva, mas com gestão (fina) da liquidez.

A diminuição das reservas obrigatórias, ainda que em pequenas quantidades, defendem analistas, sugere que o banco central está a evitar um aperto (excessivo) de liquidez; manter algum estímulo ao crédito bancário; equilibrar o crescimento económico e a estabilidade cambial. 

Se a redução das reservas obrigatórias for moderada, defendem ainda analistas, pode aumentar (ligeiramente) a capacidade de concessão de crédito dos bancos comerciais.