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Preço do petróleo acelera e rompe os 115 dólares por barril

Adnardo Barros
9/3/2026
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Foto:
DR

O crude está a disparar nos principais mercados internacionais. As estimativas de que poderá em breve chegar aos 150 dólares parecem cada vez mais alcançáveis.

O preço do petróleo continua a escalar e ultrapassou esta segunda-feira os 115 dólares por barril, na sequência do agravamento do conflito no Médio Oriente e das perturbações na oferta dos principais produtores da OPEP.

Por volta das 5 horas, o Brent do Mar do Norte, referência para as exportações angolanas, subia os 17,90% para 117,28 dólares por barril, o valor mais elevado desde Junho de 2022.

Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, escalou 20,55% para 113,59 dólares, com a valorização a acentuar-se após os cortes de produção no Iraque e no Kuwait.

A escalada de tensão no Médio Oriente provocou uma autêntica onda de choque nos mercados energéticos globais. No Iraque, a produção dos três principais campos petrolíferos do sul caiu 70%, reduzindo-se para 1,3 milhões de barris diários, contra os 4,3 milhões de barris antes do conflito, de acordo com fontes da indústria citadas pela agência internacional.

O Kuwait, quinto maior produtor da OPEP, iniciou cortes no fim de semana e declarou força maior. Estes movimentos somam-se às reduções de GNL no Qatar e alimentam receios de que os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita possam ser os próximos, devido ao rápido enchimento das  instalações de armazenamento.

Para Angola, cujo petróleo representa a principal fonte de receita e de entrada de divisas, esta subida se traduziu num diferencial face ao Orçamento Geral do Estado. O executivo definiu um preço de referência de 65 dólares por barril para 2026, o que significa que o País regista actualmente um excedente de 52 dólares acima da linha de água orçamental.

Este diferencial traduz-se num aumento de receitas fiscais e de reservas internacionais, criando uma folga que o Governo poderá utilizar. A Bloomberg Economics estima que a balança corrente de Angola possa beneficiar em 3,3% do Produto Interno Bruto se os preços se mantiverem elevados.