A implementação da primeira refinaria de ouro de Angola encontra-se em fase de testes de equipamentos para, ainda no decurso deste ano, iniciar a produção, com uma capacidade de processamento até 25 quilogramas diárias de ouro, avança o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET).
Orçada em cerca de 12 milhões de dólares, a unidade fabril, suportada financeiramente pela estatal ENDIAMA, está a ser construída no Pólo Industrial de Viana, na província de Luanda, numa área total de 3,7 mil metros quadrados.
Num documento consultado pela revista E&M, o MIREMPT informa que a actual fase de implementação da fábrica, a ser concluída em Setembro, está a ser preenchida também com acções de formação de quadros nacionais nas áreas de ensaio, fundição, afinação e certificação.
Observa que, com a entrada em funcionamento da refinaria, Angola passa a controlar internamente todas as etapas da cadeia de valor de ouro, o que permitirá ao País refinar, certificar e comercializar ouro, reforçando a soberania sobre os recursos.
Grande parte do ouro africano, realça ainda o comunicado do órgão que tutela o sector dos recursos minerais, continua a ser refinada fora do continente – África é responsável por 20% da produção mundial –, reduzindo o valor acrescentado captado pelos países produtores.
A unidade industrial vai agregar nas suas estruturas refinaria, laboratório e uma contrastaria pública que terá a responsabilidade de verificar a pureza do ouro, prata e platina e emitir as marcas oficiais de garantia exigidas para a comercialização de metais preciosos.
As autoridades angolanas perspectivam, por isso, que, após o início das operações, a refinaria obtenha certificações internacionais nas áreas de qualidade, ambiente, segurança e competência laboratorial, sublinha o documento do MIREMPET.











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