Angola gastou 78,9 milhões de dólares (mais de 72,1 mil milhões de Kwanzas) na importação de medicamentos durante o primeiro trimestre de 2026, correspondentes a um volume de 6.225 toneladas, segundo dados do relatório do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), divulgados pela Administração Geral Tributária (AGT).
Os medicamentos constituíram o segundo produto com maior peso na factura de importação entre um conjunto de 60 bens alimentares e não-alimentares analisados no âmbito do programa. No total, a despesa com os medicamentos representou 14,38% dos mais de 548,3 milhões de dólares gastos pelo País na aquisição de bens no exterior nos primeiros 90 dias do ano.
A análise mensal do relatório, consultado pela E&M, indica uma trajectória de crescimento ao longo do trimestre. Em Janeiro, foram importadas 2.605 toneladas, no valor de 24,6 milhões de dólares. Em Fevereiro, o volume caiu para 1.562 toneladas, mas a despesa aumentou para 25,8 milhões de dólares, reflectindo uma subida de 4,69%. Já em Março, mês com maior peso financeiro, os gastos atingiram 28,3 milhões de dólares, com a importação de 2.059 toneladas, o que representa aumentos de 9,72% face a Fevereiro e de 14,86% em relação a Janeiro.
A comparação anual revela uma tendência de aumento expressivo na despesa com medicamentos. Em 2025, Angola gastou 296,6 milhões de dólares para importar 29.219 toneladas, face aos 226,4 milhões de dólares e 18.484 toneladas registados em 2024, evidenciando um crescimento simultâneo em valor e volume.
Em termos anuais, os dados confirmam uma tendência de crescimento simultâneo em valor e volume na despesa com medicamentos nos últimos dois anos. Em 2025, o Governo desembolsou 296,6 milhões de dólares para importar 29.219 toneladas de medicamentos, acima dos 226,4 milhões de dólares e 18.484 toneladas registados em 2024.
Além dos medicamentos, o relatório destaca o peso dos produtos alimentares na estrutura das importações. O frango lidera a lista, com 16,16% do total, correspondente a cerca de 65 mil toneladas e um valor superior a 88,6 milhões de dólares. Seguem-se o grão de trigo, com uma factura acima de e 75,9 milhões de dólares (13,84%), o arroz, com 113,3 mil toneladas importadas ao custo de 73,5 milhões de dólares, e o óleo alimentar de soja, cuja importação ascendeu os 62 milhões de dólares, para mais de 10 mil toneladas.


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