Angola produziu 51,4 mil toneladas de arroz no ano agrícola 2024/2025, quantidade que reflecte um aumento de 6,52% face ao período homólogo, informou o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, aquando do lançamento da primeira pedra da fábrica de processamento de arroz, localizada no município de Camanongue, província do Moxico.
No mesmo período, avançou o auxiliar do Titular do Poder Executivo, João Lourenço, para o ‘departamento’ da Indústria e Comércio, Angola importou pelo menos 395 mil toneladas de arroz, correspondendo a 271,7 milhões USD.
“Uma parte significativa deste volume preencheu os requisitos de abastecimento da própria indústria nacional, assegurando a continuidade operacional das nossas unidades fabris enquanto consolidamos, de forma faseada, a produção agrícola interna”, assegurou Rui Miguêns de Oliveira.
Os indicadores expostos, de acordo com o ‘governante’, evidenciam o espaço de progressão de que ainda o País dispõe para alcançar a auto-suficiência alimentar no respectivo produto de amplo consumo.
A construção da fábrica de processamento de arroz no Moxico está a cargo da Good Life, num investimento avaliado em três milhões USD.
Para o ministro Rui Miguêns de Oliveira, o projecto ilustra o surgimento de iniciativas privadas com capacidade de edificar uma cadeia de valor competitiva na produção. “Não basta extrair ou colher, é imperativo industrializar, agregar valor, reter rendimento no País e aumentar a competitividade global da nossa economia”.
O antigo quadro sénior do Banco Nacional de Angola (BNA) mostrou o compromisso do Executivo em criar condições para o aumento da produção, fomento do processamento local e organização estratégica das cadeias agro-industriais com o decreto executivo n.º 393/25 de 21 de Abril.
Na próxima época agrícola (2026/2027), a futura fábrica de processamento de arroz do Moxico prevê actuar numa área de cultivo de 400 hectares. A expectativa é atingir os três mil hectares na respectiva campanha.
“É neste horizonte que a iniciativa da Food Life assume relevância fulcral, ao estreitar os laços operacionais entre a produção primária e a transformação industrial”, disse o ministro Rui Miguêns de Oliveira, reconhecendo o papel investimento privado na edificação da cadeia de valor.
O projecto, inicialmente, irá estender a dinâmica produtiva para pelo menos 200 cooperativas, prevendo-se, posteriormente, o enquadramento de aproximadamente 5 mil agricultores familiares.
A execução do projecto será coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
O respectivo projecto fabril vai criar 56 empregos directos e 100 indirectos, sendo por isso considerado um catalisador económico da região do Moxico.
Também estiveram presentes na cerimônia de lançamento da primeira pedra da fábrica de processamento de arroz, o governador provincial do Moxico, Ernesto Muangala, o CEO da Food Life, Osvaldo João, membros da Administração de Camanongue, autoridades tradicionais e religiosas.


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