Citado recentemente pela Lusa, Rafael Bonito disse que a greve poderá ter, hoje, sexta-feira, 23 de Abril, uma adesão de 90%, uma que só hoje a declaração terá sido recebida em todas as províncias do País.
O porta-voz e membro da comissão nacional do Sinpetnu referiu que a entidade patronal tem de receber e aceitar a declaração de greve para que os docentes possam aderir.
O Sinpetnu convocou, segundo a agência portuguesa de notícias, uma greve nacional para exigir melhores condições laborais, promoções e a criação de meios mais eficientes e constantes para a protecção dos agentes da educação contra a Covid-19, além da implementação do transporte para professores ou o respetivo subsídio.
A primeira fase da paralisação dos agentes da educação, que abrange cerca de 138.000 profissionais de todo o país, decorre entre 22 e 27 de Abril, sendo que a segunda entre 24 e 27 de Maio e a terceira fase de 14 de Junho a 02 de julho, coincidindo com o período de realização das provas nacionais.
De acordo com Rafael Bonito, também secretário provincial do Sinpetnu na Lunda Norte, constam do caderno reivindicativo 14 pontos, considerando que há três essenciais: valorização do tempo de serviço, atualização dos graus dos professores de acordo com uma nova tabela salarial proposta pelo Sinpetnu e promoções em função do tempo de serviço.
O sindicalista adiantou que o caderno reivindicativo foi remetido em 24 de fevereiro ao Ministério da Educação, que respondeu em 02 de março, mas os professores ficaram insatisfeitos porque a tutela “não mostrou vontade de resolver os problemas”.
Em 24 de março chegaram a ser encetadas negociações, mas não houve entendimento, pelo que os professores decidiram avançar para a greve.

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