A Recredit está equiparada aos maiores bancos públicos do sistema bancário nacional (SBA), afirmou a presidente do Conselho de Administração (PCA), Mirian Custódio Ferreira, em declarações exclusivas à E&M, após a apresentação dos resultados do exercício de 2025, que se realizou, recentemente, numa das unidades hoteleiras de Luanda.
Miriam Ferreira, chairwoman da instituição, chegou àquela conclusão pelo lucro obtido no ano económico transacto, orçado em 53,31 mil milhões de Kwanzas (58,3 milhões USD), que representa um crescimento de 10% quando comparado com o período homólogo.
O resultado do exercício de 2025, afirmou Mirian Ferreira, demonstra a capacidade da Recredit em gerar proveitos em dimensão superior aos custos. Sob gestão dela, alegou, a Recredit conseguiu provar que o negócio é rentável. Aliás, o relatório e contas foi aprovados sem reserva.
“O auditor externo fez a análise das nossas contas e temos um relatório sem qualquer ênfase ou reserva. Portanto, temos as contas limpas”, disse.
Dos planos da Recredit para 2025, como se pôde depreender das declarações de Mirian Ferreira, previa-se a recuperação de 30 mil milhões Kz. Findo o respectivo exercício financeiro, o resultado foi de 30,7 mil milhões Kz. “3% acima do nosso objectivo”.
Assim, de acordo com as contas divulgadas, aquela instituição, vocacionada à recuperação do crédito malparado dos bancos públicos (BPC e BDA), teve uma margem financeira de 46,88 mil milhões Kz, que espelha um crescimento de 15% face ao exercício homólogo. Segundo ainda a instituição, reflecte a gestão dos recursos disponíveis.
“A rentabilidade do capital próprio (16%) posiciona a Recredit acima da média das entidades de gestão de activo problemáticos em mercados emergentes africanos e dos referenciais típicos do sector bancário angolano, onde os valores médios de ROE oscilam entre 10% a 13%”, declarou a sociedade financeira em causa.
Os membros do Conselho de Administração, presentes na divulgação das contas, disseram ainda que em 2025 a Recredit alcançou autonomia financeira de 99%, operando com recurso exclusivo do capital próprio.
“A Recredit não apresenta exposição ao risco de financiamento, uma vantagem competitiva relevante num ambiente de taxas de juro elevadas e de volatilidade cambial”, disse a equipa gestora da instituição.
Quanto ao desempenho, em 2025 a Recredit alcançou 103% do objectivo de recuperação traçado. O valor acumulado foi de 139,13 mil milhões Kz. “Reflecte uma trajectória de maturidade e eficiência operacional”.
A morosidade na conclusão dos processos nos tribunais especializados, ‘reclamou’ aquele Conselho de Administração, tornam a recuperação de crédito lenta, o que tem impactado no desempenho da Recredit.
“Até 31 de Dezembro de 2025 tramitavam em tribunal processos de crédito no valor de 422,20 mil milhões Kz”, disse a PCA Mirian Ferreira.
Banco de Poupança e Crédito (BPC), a Recredit adquiriu 476 processos de crédito malparado num montante calculado em pelo menos 288,87 mil milhões Kz. Já foram recuperados 139,13 mil milhões Kz. “Equivalente a 48% do valor investido”.


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