· Fernando da Piedade Dias dos Santos (“Nandó”)
Faleceu a 18 de Dezembro de 2025, em Luanda, aos 75 anos. Nascido a 5 de Março de 1950, licenciou-se em Direito pela Universidade Agostinho Neto e iniciou a sua carreira no Corpo da Polícia Nacional, ingressando no MPLA em 1971. Ao longo de mais de quatro décadas de vida pública, ocupou cargos centrais no aparelho do Estado: Ministro do Interior, Primeiro-Ministro, Vice-Presidente da República e Presidente da Assembleia Nacional.
· Paulo Tchipilica
Faleceu a 15 de Setembro de 2025, em Luanda, aos 85 anos. Jurista de formação, foi Ministro da Justiça durante mais de uma década e tornou-se o primeiro Provedor de Justiça da República de Angola. A sua carreira esteve associada à consolidação do sistema jurídico nacional e à defesa dos direitos dos cidadãos, num período em que Angola procurava estruturar as bases legais da sua democracia.
· Manuel Arnaldo Calado
Faleceu a 26 de Setembro de 2025, aos 66 anos, na África do Sul. Economista formado pela Universidade Agostinho Neto, iniciou a carreira no sector mineiro em 1977. Presidiu ao Conselho de Administração da ENDIAMA E.P. e, posteriormente, da SODIAM E.P., onde liderou um processo de transformação estratégica da comercialização dos diamantes angolanos. Sob a sua liderança, a SODIAM consolidou presença internacional, com operações em Antuérpia e Telavive, e promoveu iniciativas de lapidação e joalharia, reforçando a criação de valor interno. É lembrado como um gestor que articulava visão económica, geopolítica do sector e impacto no emprego e na diversificação da economia nacional.
· Guilherme Narciso Velasco Galiano
Guilherme Galiano, conhecido como “Tio Gali” ou “Kabango”, faleceu a 14 de Setembro de 2025, em Lisboa, aos 64 anos. Natural de Benguela, destacou-se na promoção da música e cultura angolana na diáspora.
Trabalhou na TV Zimbo e em rádios em Portugal, apresentando programas dedicados à música africana e à identidade lusófona. Foi também comentador e mediador cultural, aproximando Angola das suas comunidades no exterior. É recordado como comunicador carismático e defensor persistente da cultura angolana no espaço mediático internacional.
· Auria Machado
Empresária, faleceu a 14 de Setembro de 2025, após sentir-se mal durante uma viagem aérea. Conhecida como a “Rainha dos Porcos”, formou-se em Gestão de Empresas, Marketing e Nutrição Animal. Fundadora da Fazenda Auria Machado e do restaurante “Rei dos Porcos”, tornou-se uma das figuras mais visíveis do agronegócio angolano, impulsionando a suinicultura e gerando centenas de postos de trabalho. O seu percurso é frequentemente citado como exemplo de como sectores pouco explorados podem transformar-se em motores de desenvolvimento económico e social.
· Carlos Calongo
Morreu a 5 de Julho de 2025, em Lisboa, aos 52 anos. Jornalista e formador de referência, trabalhou na Rádio Nacional de Angola e no Jornal de Angola, onde foi editor de Política. Além da actividade jornalística, dedicou-se à formação, leccionando em instituições como o IMEL, CEFOJOR, UNIA e UPRA. Foi mentor de várias gerações de jornalistas, reconhecido pela exigência profissional e pela defesa da ética e do rigor informativo.
· Ernesto Gouveia
Uma das vozes mais respeitadas do jornalismo angolano contemporâneo, faleceu a 30 de Abril de 2025, em Luanda, deixando uma marca indelével na comunicação social do país. Reconhecido pela sua integridade, perspicácia e compromisso com a prática profissional, Gouveia foi vencedor do Prémio Nacional de Jornalismo em 2013, distinção que celebrou a sua excelência e contribuição singular ao ofício
· Santos Bikuku
João Ernesto dos Santos Lino, conhecido como Santos Bikuku, faleceu a 9 de Outubro de 2025, em Portugal. Foi empresário com investimentos em comércio, agro-pecuária, construção e hotelaria. Na Lunda-Sul, os seus projectos geraram emprego, estimularam a economia local e fortaleceram iniciativas comunitárias, incluindo a fundação do clube de futebol Progresso da Lunda-Sul. É lembrado como um empreendedor pragmático, com impacto económico e social para além do sector privado.
· Charles Bois Poaty
Morreu a 20 de Outubro de 2025, em Luanda, aos 73 anos. Músico e pensador cultural, integrou nas suas obras elementos da tradição africana, reflexão filosófica e espiritualidade. Reconhecido tanto por públicos artísticos como por círculos intelectuais, foi visto como uma figura que ligava estética, ritualidade e crítica social.
· Mano Chaba
Geremias Ekundi Tchicúlia, conhecido artisticamente como Mano Chaba, morreu a 21 de Janeiro de 2025, na Ilha de Luanda, vítima de afogamento. Tinha 17 anos. Apesar da curta carreira, destacou-se rapidamente no Kuduro, com temas como Sonhos e Regra do Jogo, que reflectiam preocupações e aspirações da juventude urbana. Mano Chaba permanece como símbolo de talento emergente interrompido e do potencial criativo da nova geração angolana.

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