Sete em cada dez desempregados no País têm entre 15 e 44 anos, indica o Inquérito ao Emprego em Angola referente ao IV trimestre de 2025, divulgado nesta quarta-feira, 18, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O documento mostra, assim, que o desemprego continua a afectar sobretudo a população em idade activa e economicamente produtiva.
De acordo com o documento, 72% das pessoas sem trabalho situam-se nesse grupo etário, com destaque para os jovens dos 15 aos 24 anos, onde a taxa de desemprego atinge 43,3%. Entre os 25 e 34 anos, o desemprego situa-se em 18,9%, descendo para 10% na faixa dos 35 aos 44 anos.
O relatório indica ainda que a taxa de desemprego no País recuou para 20,1% no quarto trimestre de 2025, menos 6,8 pontos percentuais face ao trimestre anterior. Apesar da descida, estão contabilizados actualmente mais de 2,2 milhões de desempregados. O desemprego afecta mais as mulheres (22%) do que os homens (18,3%), e apresenta valores semelhantes nas zonas urbana (20,1%) e rural (20,4%).
No período em análise, a população em idade activa, pessoas com 15 ou mais anos, foi estimada em 22.424.975. Deste total, 8.876.650 declararam ter trabalhado no período de referência, seja por conta de outrem, por conta própria, como estagiários ou em actividades familiares.
No País, no último trimestre do ano passado, a taxa de emprego fixou-se em 39,6%, sendo significativamente mais elevada nas zonas urbanas (49,5%) do que nas rurais (19,7%).
A taxa de emprego dos homens (43,3%) superou a das mulheres (36,1%). Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, apenas 17,9% estavam empregados, enquanto os grupos etários dos 25 aos 34, 35 aos 44 e 45 aos 54 anos concentram a maior parte da população empregada.
Apesar da redução do desemprego, a informalidade continua a dominar o mercado de trabalho. O INE estima que 6.973.261 pessoas exerciam actividade em regime informal, o que corresponde a 78,6% do total de empregados. Deste universo, 3.260.627 são homens (69,5%) e 3.712.634 são mulheres (88,7%).
O estudo revela ainda que 11.312.501 pessoas em idade activa estavam fora da força de trabalho, ou seja, não exerciam qualquer actividade remunerada, não estavam disponíveis para trabalhar nem procuravam emprego.
De acordo com os resultados do IEA referente ao quarto trimestre de 2025, mais da metade (54%) das pessoas com 15 anos ou mais não procuraram emprego e não manifestaram disponibilidade para trabalhar. Adicionalmente, 42% declararam não ter procurado emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar no período de referência ou nos 15 dias subsequentes.
Já a taxa da força de trabalho foi estimada em 49,6%, sendo mais elevada entre os homens (53%) do que entre as mulheres (46,3%). A taxa da força de trabalho foi mais elevada na área urbana (61,9%) do que na área rural (24,7%). Ou seja, a participação na força de trabalho nas zonas urbanas é aproximadamente duas vezes superior à das zonas rurais.

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