Somente duas em cada dez pessoas empregadas no País têm emprego formal, enquanto oito em cada dez exercem actividade na informalidade, sem qualquer vínculo laboral ou protecção social, aponta o Inquérito sobre o Emprego do IV trimestre de 2025, divulgado nesta quarta-feira, 18, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o relatório, consultado pela E&M, até ao IV trimestre do ano passado, 6,97 milhões de pessoas com 15 anos ou mais encontravam-se em situação de emprego informal, num universo de 8,87 milhões de empregados com a taxa de informalidade a atingir os 78,6%.
A informalidade é mais acentuada entre as mulheres, com uma taxa de 88,7%, comparativamente aos 69,5% nos homens. Entre os jovens de 15 a 24 anos, o problema é ainda mais grave: 94,1% estão empregados informalmente, valor que sobe para 96,6% entre as mulheres dessa faixa etária.
O INE indica que o contraste entre as áreas rurais e urbanas também é significativo. Nas zonas rurais, 93,2% dos trabalhadores actuam de forma informal, contra 75,7% nas áreas urbanas.
No total, a população empregada com 15 ou mais anos foi estimada em 8.876.650 pessoas, sendo 4.689.536 homens e 4.187.113 mulheres. A taxa de emprego geral situou-se em 39,6%, com forte contraste entre áreas urbanas (49,5%) e rurais (19,7%).
O emprego masculino permanece superior ao feminino, com 43,3% contra 36,1%. Entre os jovens, a taxa de emprego foi de 17,9%, enquanto os grupos etários entre 25 e 54 anos concentram a maior parte da população empregada.
Já a taxa de desemprego caiu em relação ao trimestre anterior, de 29,6% para 20,1%, com a população desempregada com 15 ou mais anos a ser estimada em 2.235.824 pessoas, com incidência maior entre mulheres (22%) do que homens (18,3%), e afectando especialmente os jovens de 15 a 24 anos, onde o desemprego atinge 43,3%.
O INE esclarece que o conceito de emprego informal abrange as pessoas com 15 ou mais anos que, no período de referência (sete dias anteriores ao inquérito), declararam ter exercido uma actividade remunerada ou lucrativa sem vínculo legal, fora do âmbito da legislação laboral, fiscal, comercial e da segurança social.
INE exclui trabalho por conta própria para consumo
O relatório do IV trimestre de 2025 introduz ainda uma alteração metodológica relevante: o trabalho por conta própria destinado exclusivamente ao consumo deixa de integrar o conceito de emprego nos estudos do INE, tal como noticiou a E&M

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