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Retrospectiva: Angola regressa à conquista do AfroBasket, alcança qualificação histórica ao CAN e falha acesso ao Mundial

Sebastião Garricha
27/12/2025
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Foto:
DR

O ano ficou igualmente marcado por alterações na liderança da Federação Angolana de Futebol (FAF) e pela recondução de Moniz Silva à presidência da Federação de Basquetebol (FAB).

A selecção nacional sénior masculina de basquetebol voltou a erguer, em 2025, a taça do AfroBasket, ao conquistar o seu 12.º título continental, após derrotar o Mali por 70-43 na final disputada no Pavilhão Multiusos do Kilamba, em Luanda.

Na condição de anfitriã da 31.ª edição do campeonato, a selecção nacional concluiu a competição com uma campanha imaculada, ao somar seis vitórias em seis jogos e um total de 469 pontos (média de 78,2 por encontro). A equipa apresentou uma eficácia de 46,9% nos lançamentos de dois pontos e 28,5% nos triplos.

O base do Petro de Luanda, Childe Dundão, foi distinguido como Jogador Mais Valioso (MVP, em inglês) da prova, ao registar médias de 15,7 pontos e 5,8 assistências por jogo. No plano institucional, a Federação Angolana de Basquetebol (FAB) realizou eleições para os órgãos directivos do ciclo 2024-2028, processo que resultou na recondução de Moniz Silva à presidência.

Qualificação histórica ao CAN

No futebol, os Palancas Negras protagonizaram uma das melhores campanhas da sua história ao garantirem a qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN) 2025. Angola terminou a fase de apuramento no 1.º lugar do Grupo F, com quatro vitórias e dois empates, totalizando 14 pontos, o melhor registo nacional nesta etapa da competição.

Ainda em 2025, Angola reforçou o seu estatuto regional ao conquistar a Taça COSAFA, após vencer a África do Sul por 3-0 na final, ampliando o palmarés do futebol nacional.

Mudanças na FAF e falhanço no apuramento ao Mundial 2026

O ano ficou igualmente marcado por alterações na liderança do futebol nacional. A Federação Angolana de Futebol (FAF) iniciou um novo ciclo com a tomada de posse de Alves Simões como presidente para o quadriénio 2025-2028. No plano técnico, a FAF optou pela contratação do treinador Patrice Beaumelle, sucedendo a Pedro Soares Gonçalves.

Na qualificação africana para o Campeonato do Mundo de 2026, a disputar-se nos Estados Unidos da América, Canadá e México, Angola integrou o Grupo D, juntamente com Cabo Verde, Camarões, Líbia, Maurícias e Essuatini. A campanha revelou-se irregular e insuficiente para alcançar o objectivo de chegar à fase final de um Mundial pela segunda vez.

Os Palancas Negras iniciaram o percurso com uma derrota caseira por 2-1 frente a Cabo Verde, seguindo-se um empate fora de portas diante da Líbia. A reacção surgiu com uma vitória por 3-1 sobre as Maurícias, em Luanda, mas o empate a duas bolas frente ao Essuatini, fora, voltou a comprometer as aspirações. Nas jornadas decisivas, o empate com os Camarões e a derrota caseira por 1-0 diante da Líbia ditaram a eliminação matemática.

No balanço final do grupo, Cabo Verde terminou na liderança, com 23 pontos, garantindo uma qualificação inédita para um campeonato do Mundo. Os Camarões ficaram no segundo lugar, assegurando vaga no play-off africano, enquanto a Líbia ocupou a terceira posição. Angola encerrou a campanha no quarto lugar, com sete pontos, com Maurícias e Essuatini a fecharem a classificação.