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Um em cada quatro doentes com tuberculose no País tem entre 25 e 34 anos

Teresa Fukiady
24/3/2026
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Foto:
DR

Taxa de mortalidade caiu para quase metade em 2025, embora a doença continue a ser a terceira maior causa de morte no País.

Um em cada quatro doentes diagnosticados com tuberculose no País, em 2025, tinha entre 25 e 34 anos. Este grupo concentrou 25% das infecções, o que corresponde a 21.448 casos. No total, foram notificados em todo o País 85.793 casos de tuberculose em 2025, o que representa uma redução de 4% face aos 90.058 registos em 2024.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde (MINSA) nesta terça-feira, 24, no âmbito do Dia Mundial da Tuberculose. Embora o número absoluto de óbitos não tenha sido revelado, as estatísticas oficiais apontam para uma redução da taxa de mortalidade, que desceu para quase metade, passando de 3,4 mortes por 100.000 habitantes em 2024 para 1,8 em 2025. Ainda assim, a tuberculose mantém-se como a terceira principal causa de morte no País, apenas superada pela malária e pela sinistralidade rodoviária. Até 2024, Angola figurava entre os 30 países com maior carga de tuberculose do mundo.

O MINSA atribui este recuo da taxa de mortalidade ao aumento do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. O Ministério reconhece, no entanto, que o elevado fardo de morbilidade e mortalidade continua a ter consequências negativas para a saúde e para a economia das famílias. A doença afecta directamente o desenvolvimento nacional devido às consequências nefastas do absentismo escolar, do absentismo laboral e da perda de produtividade.

Para combater este cenário, a tutela garante estar “fortemente comprometida” em mobilizar mais recursos e promover iniciativas cruciais e assertivas para a eliminação da doença. A estratégia passa por garantir que os serviços contra a tuberculose estejam cada vez mais integrados nos cuidados de saúde primários e por reforçar a participação das comunidades, tirando partido do seu conhecimento local para adaptar a resposta “no sentido de obter o máximo impacto, por se tratar de um investimento na equidade em saúde e uma oportunidade para reduzir o ciclo da pobreza e criar uma sociedade mais saudável, mais inclusiva, mais próspera e resiliente para as gerações futuras”.

“O MINSA está acelerar acções concretas para o aumento do acesso mais melhores serviços de saúde inclusivos e equitativos, sem barreiras financeiras, para que possamos controlar e por fim a esta doença no nosso País, prestando serviços de saúde para todos, em todas as idades e em qualquer lugar, não deixando ninguém para trás”, lê-se na nota divulgada.

Contudo, apesar de ser uma doença antiga evitável e curável, a tuberculose continua a ser uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo e um importante problema de saúde pública. Em 2024, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10,7 milhões de pessoas adoeceram e mais de um milhão morreram, situação que coloca a tuberculose nas 10 primeiras causas de morte no mundo, acima das mortes por Malária ou VIH/SIDA, com a variante multirresistente a afirmar-se como uma ameaça à segurança sanitária global.

Entretanto, apesar do contexto global desafiante, desde o ano de 2000, 83 milhões de pessoas com tuberculose no mundo foram salvas.