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União Europeia e AFD apoiam Angola com 11 milhões de euros para incremento da produção de café

Victória Maviluka
23/6/2026
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Foto:
DR

O financiamento serviu para a realização de estudo de mercado detalhado sobre o consumo de café no País, a análise abrangente da cadeia de valor e do sistema de apoio aos produtores.

A União Europeia (UA) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) canalizaram para o Governo angolano cerca de 11 milhões de euros para a implementação do projecto Mukafe, virado para a realização de estudos e desenvolvimento da produção da fileira cafeícola no território nacional.

Para o desenvolvimento do projecto, cujos resultados definitivos foram apresentados nesta terça-feira, 23, em Luanda, a União Europeia disponibilizou 9 milhões de euros, enquanto a AFD desembolsou 2 milhões, especificou a directora da Agência Francesa de Desenvolvimento.

Na cerimónia de lançamento dos resultados da pesquisa desenvolvida pela empresa WINRESOURCES, a responsável da instituição francesa destacou a parceria com as autoridades angolanas para a melhoria da cadeia de valor da produção de café, elevando não só a produtividade como também a qualidade do produto, particularmente do café robusta.

O secretário de Estado para Agricultura e Pecuária, Castro Paulino Camarada, anunciou que, a par do projecto Mokafe, Angola está a trabalhar com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA)  e com o Governo italiano no desenvolvimento de um outro projecto, orçado em  170 milhões de dólares, que visa, igualmente, aumentar a produção de café no País.

“O café é uma das fileiras-chave do processo de diversificação da economia, é uma commodity que encerra uma grande capacidade para transformar a vida daqueles que estão ligados a esta cultura. E é em reconhecimento a esta situação, ao estado de desenvolvimento do sector que foi lançado o projecto Mukafe”, espelhou o governante. 

Informou, recorrendo aos dados do Instituto Nacional do Café (INCA), que estão registados em Angola, presentemente, cerca de 20 mil cafeicultores, 95% dos quais ligados a explorações agrícolas familiares, que garantem uma produção por época de 10.500 toneladas de café em Angola.

Para Castro Paulino Camarada, trata-se de um nível de produção “muito reduzido e modesto”, face ao potencial que Angola apresenta para o desenvolvimento da cultura. Ansiou pelo surgimento de mais cafeicultores, realçando que, da parte do Executivo, há um  esforço para promover a cafeicultura entre jovens que se queiram tornar empreendedores e abraçar a cadeia de valor. 

“O café está em grande procura no mundo, o consumo de café está a subir, muito particularmente na região asiática, mas também em África (...). Temos uma grande oportunidade para aproveitar essas oportunidades do mercado; temos extensão, podemos expandir e temos uma grande possibilidade de intensificar, de obter maiores rendimentos por hectare de café cultivado”, perspectivou.