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Unitel alavanca capital social para 250 mil milhões Kz em preparação para o IPO

André Samuel
27/4/2026
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A operadora utiliza reservas livres para reforçar o balanço antes da entrada na bolsa. Alienação de 15% das acções está prevista para o final do primeiro semestre.

A Unitel SA vai aumentar o  capital social de 140 milhões Kz  para 250 mil milhões Kz, mediante a incorporação de reservas livres acumuladas. Este movimento é descrito pela gestão como o passo fundamental para garantir o sucesso da sua Oferta Pública Inicial (IPO).

A decisão de capitalizar a empresa responde à necessidade de alinhar a estrutura de capitais próprios com a real dimensão e valor de mercado da operadora. Segundo os dados apresentados, a Unitel possui um volume expressivo de reservas que será canalizado para o capital social, conferindo maior robustez ao balanço num momento de transição, de empresa de domínio público para cotada em bolsa.

Este reforço patrimonial ocorre num contexto de elevada performance financeira. Em 2025, a Unitel registou um lucro líquido de 158,3 mil milhões Kz, um crescimento homólogo de 60%. Este resultado, aliado a uma receita operacional que superou os 505 mil milhões Kz, fornece o lastro necessário para a operação de aumento de capital sem comprometer a liquidez da companhia.

Entrada em bolsa provoca reajuste na divisão de dividendos

O processo de privatização, acompanhado de perto pelo mercado, já tem balizas definidas. A intenção é que o IPO seja lançado até ao final do primeiro semestre de 2026,prevendo-se a alienação de uma fatia de 15% do capital social. A gestão confirmou que o plano de marketing e toda a documentação logística estão emfase avançada de preparação.

A estratégia de distribuição de dividendos também foi clarificada: os accionistas decidiram distribuir 25% do resultado líquido de 2025, retendo o restante para sustentar os planos de investimento e a solidez exigida pelo mercado de capitais.

Apesar da robustez dos números, o caminho para a bolsa apresenta obstáculos regulatórios que podem condicionar a entrada de capital estrangeiro. A  necessidade de os investidores internacionais possuírem NIF angolano e representante fiscal local é um requisitos que barra a entrada de divisas e a democratização do capital da operadora.