A vice-presidente da Comissão Executiva do Banco Millennium Atlântico (ATLANTICO), Catarina Sousa, defende a criação de um KYC (Know Your Customer) que permita a partilha de dados entre as instituições bancárias.
Catarina Sousa apresentou o desígnio quando interveio na segunda mesa-redonda da Conferência Executiva da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), realizada em Luanda para comemorar os 25 anos de existência no mercado, onde detém o controlo dos sistemas de pagamentos.
Para a vice-PCE do ATLANTICO, o KYC (Conheça o Seu Cliente, em português) seria um caminho de progresso (relevante), no âmbito da inclusão financeira em benefício dos serviços dos clientes, sobretudo na abertura de contas bancárias.
Também tem sido desafiante para as instituições bancárias identificar os clientes, daí a responsável de um dos maiores bancos do sistema sugerir a criação de um KYC, mas respeitando a protecção dos dados pessoais.
“Temos um desafio muito grande em conseguir identificar o cliente. Naturalmente há reservas quanto à protecção de informação pessoal. Mas há forma de fazer e acho que todos nos beneficiaremos”, declarou quando interveio na mesa-redonda que versou sobre o tema: “A infra-estrutura que Impulsiona o Crescimento Económico”.
A uniformização dos dados, insistiu Catarina Sousa, seria um vector relevante para a inclusão financeira, tema muito debatido no sistema bancário hoje.
Durante a intervenção no evento, que decorreu no dia 27 de Julho de 2026, Catarina Sousa solicitou o suporte da EMIS para conter os ataques cibernéticos e a fraude bancária a que as instituições estão (hoje) sujeitas.
“Hoje em dia, quando temos um evento de cibersegurança grave numa das instituições, a única coisa que trava efectivamente é a EMIS pôr uma lista vermelha”, afirmou a segunda figura da Comissão Executiva do ATLANTICO.
A lista vermelha da EMIS, continuou, funciona efectivamente e a instituição bancária transformou aquela lógica para um mecanismo de prevenção de fraudes que pode ser (muito) útil ao País e criar mais confiança no mercado.
Mais adiante Catarina Sousa reconheceu que o futuro da banca passa (maioritariamente) pela digitalização, razão pela qual fazem investimentos e planeiam a estratégia a contar com a respectiva tecnologia. “Os temas de infra-estrutura demorarão, mas vão acabar por se resolver”.















