Um estudo da KPMG, recentemente publicado pela rede global de firmas independentes que prestam serviços de auditoria, fiscalidade e consultoria, conclui que a ambição tecnológica cresce mais depressa do que a capacidade de execução.
De âmbito internacional, a pesquisa KPMG Global Tech Report 2026 analisa anualmente como as organizações decidem, financiam e governam a tecnologia neste momento de transformação digital, que pede, cada vez mais, métricas de produtividade, de risco e de previsibilidade operacional.
O relatório, lê-se numa nota enviada à revista Economia & Mercado, realça que as organizações aceleram os projectos, em particular os de inteligência artificial, a modernização aplicacional e os dados, enquanto enfrentam fricções estruturais que travam o retorno: a dívida técnica, a fragmentação de sistemas, a escassez de competências e os défices de governance entre áreas.
Sublinha que um melhor desempenho surge quando uma organização traduz a tecnologia em decisões mais rápidas, em processos mais controlados e em risco mais bem gerido, com métricas e responsabilidades definidas.
Descreve três decisões de gestão que elevam a probabilidade de retorno: a primeira passa por uma governação de portefólio com critérios de priorização e accountability transversal, em vez de iniciativas dispersas; a segunda exige disciplina de dados, integração e arquitectura para reduzir o trabalho duplicado e as incoerências internas e a terceira coloca a segurança incorporada desde a origem, como condição de continuidade de serviço, de conformidade e de confiança do mercado.
A pesquisa baseia-se num inquérito global a executivos seniores de tecnologia e de negócio, em múltiplos países e sectores. A KPMG Angola, realça a pesquisa, apresenta estas conclusões como uma referência internacional para enquadrar as prioridades de decisão e de governação, com uma leitura adaptada às exigências regulatórias, económicas e operacionais do país.
“As empresas têm de saber onde está o ganho, qual é o risco e como se mede. O relatório ajuda a enquadrar essa conversa com dados e padrões globais, úteis para decisões locais”, afirma Carlos Borges, Partner e Head of Advisory da KPMG Angola.
As empresas têm de saber onde está o ganho, qual é o risco e como se mede. O relatório ajuda a enquadrar essa conversa com dados e padrões globais, úteis para decisões locais
Citado no documento, refere que a agenda digital em Angola evolui “a passos largos e uma execução de sucesso exige governance, métricas e registos operacionais”, sobretudo em sistemas que suportam os serviços essenciais: “O mercado ganha quando a ambição se converte em capacidade de entrega”.
Angola tem a transformação digital no centro da agenda, com o ANGOTIC 2026 orientado para a rota da transformação digital, e com um enquadramento institucional reforçado pela aprovação da Estratégia Nacional de Cibersegurança, através de um Decreto Presidencial, em Dezembro de 2025, sublinha o comunicado.
O KPMG Global Tech Report 2026 conclui que este contexto aumenta a exigência sobre a execução, a resiliência e a confiança operacional em projectos digitais, sobretudo nos sectores de infra-estrutura crítica, dos serviços financeiros, da energia, das telecomunicações e da Administração Pública.

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