A diversificação da matriz produtiva em Angola exige, dos investidores e gestores de portfólio, uma abordagem baseada em inteligência de dados e modelagem preditiva, capaz de antecipar tendências e mitigar riscos, defendeu a economista Lilhan Barbosa, num encontro em LUanda, cuja abordagem se centrou no estado actual da economia nacional.
Para Lilhan Barbosa, a diversificação da matriz produtiva é o desafio central, o que requer maior alocação de capital em sectores de alto potencial, como agricultura, indústria transformadora, mineração sustentável, serviços financeiros digitais e turismo.
“A fluência em inteligência artificial aplicada a mercados e o uso de analytics avançados tornam-se instrumentos críticos para decisões de alocação de activos e avaliação de risco, ao mesmo tempo, a agilidade e resiliência estratégica são indispensáveis para ajustar posições em cenários de alta volatilidade”, afirmou a também docente universitária.
Ainda na perspectiva económica apresentada, recentemente, por Lilhan Barbosa, a empatia cognitiva fortalece a capacidade de liderança e mobilização de stakeholders em ambientes complexos.
A competitividade, considerou, é factor-chave no processo de diversificação da matriz produtiva, daí ter chamado atenção para se evitar qualquer receio porque gera eficiência, inovação e credibilidade internacional. “Precisamos aceitar novos jogadores e fazer um bom jogo”.
Um mercado competitivo, avançou, atrai capital, estimula produtividade e posiciona Angola como player relevante no continente africano e global.
“As start-ups surgem como catalisadores dessa dinâmica, oferecendo soluções escaláveis em fintech, agritech e energias renováveis, enquanto programas de mentoria funcionam como mecanismos de transferência de know-how e aceleração de competências essenciais para consolidar um ecossistema competitivo”, afirmou a economista na reflexão divulgada.
Aos aspectos supramencionados, a economista e docente universitária acrescentou a disciplina fiscal, rigor regulatório e integração tecnológica, pois Angola pode transformar vulnerabilidades em oportunidades de investimento, sustentabilidade, inovação e inclusão económica e social.
O maior desafio em Angola e na maioria dos países africanos, avançou, não está apenas em gerar crescimento agregado, mas garantir que o crescimento se traduza em eficiência produtiva e inclusão nos níveis locais.
Voltando a Angola, considerou que a dependência em sectores concentrados (petróleo e mineração) limita a diversificação das actividades económicas e expõe famílias e pequenas empresas à volatilidade externas.
Outro desafio apontado pela economista é a criação de condições para que agentes individuais, famílias, pequenos produtores, star-tups, assim como empreendedores possam operar com eficiência, acesso a recursos e autonomia, transformando inclusão e inovação em vantagens estruturais que sustentem o desenvolvimento.
Ainda para a economista Lilhan Barbosa, o posicionamento económico está longe de ser sustentado só pela capacidade de gerar crescimento. Mas pela habilidade de transformar desafios em vantagens estruturais.
“No contexto africano, particularmente em Angola, onde persistem barreiras de infra-estrutura, acesso limitado a crédito e desigualdade de oportunidades, manter relevância exige mais do que expansão do Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou na reflexão tornada pública.

%20-%20BAI%20Site%20Agosto%20%20(1).png)












