Um estudo recentemente publicado pela Africa Finance Corporation destaca que Angola está a desenvolver um dos maiores depósitos de terras raras de metais magnéticos do mundo que será também da mais elevada qualidade.
O relatório, segundo nota a que a revista E&M teve acesso, refere-se a Moçambique como um país que se tornou uma âncora de matéria-prima fundamental para grafite e materiais de ânodo; enquanto Namíbia e Malawi retomaram a produção de urânio em 2024-25.
Os projectos de sulfato de manganês para baterias estão a avançar na África Austral, destaca a pesquisa, que situa a estratégia mineral africana num cenário geoeconómico em rápida mudança, moldado por tensões comerciais, controlos de exportação, política industrial e esforços para reduzir o risco de concentração.
Estas mudanças, sublinha o documento da Africa Finance Corporation, estão a elevar a relevância estratégica dos recursos minerais de África, mas apenas quando o continente pode oferecer alternativas fiáveis e de valor acrescentado, observa o estudo.
Em vez de posicionar a África como um fornecedor marginal de matérias-primas, o relatório defende a integração selectiva em segmentos estrategicamente expostos das cadeias de abastecimento globais, onde a diversificação aumentaria materialmente a resiliência, particularmente para minerais com mercados de processamento altamente concentrados.
“Estas incluem o manganês, as terras raras, a grafite, o urânio e os elementos de liga essenciais para as tecnologias de defesa, aeroespaciais e de energias limpas”, detalha a pesquisa, referindo ser encorajador o facto de estar a surgir esta dinâmica no sector mineiro do continente.
Em relação ainda a Angola, o estudo, tal como a E&M noticiou, realça que o Corredor do Lobito, uma rota ferroviária que liga Angola à República Democrática do Congo (RDC) e à Zâmbia, integra um leque de infra-estruturas “fundamentais para a competitividade” de África num mundo de industrialização ecológica.

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