O Corredor do Lobito, uma rota ferroviária que liga Angola à República Democrática do Congo (RDC) e à Zâmbia, integra um leque de infra-estruturas “fundamentais para a competitividade” de África num mundo de industrialização ecológica, refere um estudo recente da Africa Finance Corporation.
A energia limpa, a logística eficiente e os corredores integrados, como o Corredor do Lobito, podem reduzir, segundo a pesquisa, a intensidade de carbono e melhorar o acesso aos mercados onde são cada vez mais necessárias cadeias de abastecimento rastreáveis e com baixo teor de carbono.
O estudo coloca, desta forma, as infra-estruturas no centro da estratégia mineral em África não como um facilitador passivo, mas como o sistema que liga as matérias-primas, a capacidade de processamento e a procura.
“O custo e a fiabilidade da energia, a conectividade dos transportes e o acesso a terrenos industriais determinam, em última análise, a viabilidade da transformação”, sublinha o documento da Africa Finance Corporation.
Para tal, observa o relatório, a pesquisa mapeia os depósitos minerais e os activos de produção juntamente com os caminhos-de-ferro, portos, centros de produção de energia e redes de transmissão para identificar onde as cadeias de valor regionais podem ser realisticamente desenvolvidas.
O estudo apela a intervenções específicas nos corredores ferroviários partilhados e no transporte transfronteiriço de electricidade, em especial nas regiões ricas em minerais, onde uma infra-estrutura coordenada poderia desbloquear a escala, reduzir os custos de fornecimento e apoiar as plataformas industriais regionais.

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