Angola necessita de 800 mil toneladas de fertilizantes químicos, industriais ou inorgânicos por ano para cobrir as necessidades nacionais e garantir a segurança alimentar, estimou o ministro da Agricultura e Florestas, na 8.ª Conferência Economia & Mercado sobre Agricultura, realizada esta terça-feira, 24, em Luanda.
Segundo Isaac dos Anjos, o Executivo está a promover a construção de complexos de fertilizantes do Soyo com capacidade para produzir 1,3 a 3,8 milhões de toneladas de ureia anualmente, para atender ao mercado interno e à produção de excedentes a partir de 2027.
O titular do sector da Agricultura informou, durante o discurso de abertura do evento, que se regista, também, a iniciativa da produção de fertilizantes fosfatados e o aproveitamento das rochas fosfatadas de Kindona Kashi.
“Estamos a avançar com mais investimentos estratégicos, como uma nova fábrica de fertilizantes orgânicos no Bengo, com uma capacidade para 1,5 milhões de toneladas”, disse o governante na conferência que decorre nesta terça-feira, 24, sob o tema ‘Indústria de Fertilizantes e Insumos’.
É importante frisar, de acordo com Isaac dos Anjos, que o País conta, actualmente, com algumas misturadoras de fertilizantes, nas províncias de Benguela, Kwanza-Sul e Luanda, que, apesar da capacidade limitada, garantem a produção e oferta destes produtos com a qualidade de formulação diferenciada, com quantidades que variam entre 20 mil e 288 mil toneladas/ano, de acordo com o plano de produção e utilização de fertilizantes aprovado em 2025.

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