Angola tem explorar mais de 80% do seu potencial agrícola, apesar de dispor de cerca de 34 milhões de hectares de terras cultiváveis, o equivalente a 37% do território nacional. No País, actualmente, apenas 6 milhões de hectares estão cultivados, o que representa 17,2% da capacidade agrícola disponível. Os dados foram apresentados durante uma prelecção feita por Maurício Brito, Partner da PwC, e Fábio Pereira, director da PwC do Brasil, durante a 8.ª Conferência da E&M sobre Agricultura.
A fraca utilização das terras reflecte-se na produção alimentar. O País produz cerca de 4 milhões de toneladas de alimentos, quando seriam necessárias 10 milhões de toneladas para garantir a autossuficiência alimentar, o que obriga ao recurso às importações. Só o ano passado, o País importou mais de 223 mil toneladas de milho e 525 mil toneladas de trigo, como atestam os números apresentados por Maurício Brito.
Nas campanhas agrícolas 2022-2023 e 2023-2024, a produção agrícola no País cresceu 5,6%, passando de 26,5 milhões de toneladas para 8 milhões de toneladas, com as raízes e tubérculos a representarem as maiores produções.
No comércio externo, no ano passado, Angola exportou 3.288 toneladas de café, um crescimento de 51,8% face a 2024, com Portugal e outros países europeus entre os principais destinos. Já em 2025, as exportações de frutas atingiram 384 toneladas de frutas, tendo Portugal e República Democrática do Congo como principais mercados de destino.
Até 2029, o Governo pretende aumentar a contribuição da agricultura para o Produto Interno Bruto (PIB) para 12,1% contra os 9,7% de 2023. As projecções apontam igualmente para um crescimento do número de famílias com explorações agrícolas, de 3,10 milhões para 3,41 milhões, bem como para o aumento do total de terra cultivada por agricultor familiar, de 5,61 milhões de hectares para 6,58 milhões de hectares.

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