O activo do Banco Angolano de Investimentos (BAI) aumentou 9% no segundo trimestre de 2026 quando comparado com o período homólogo, ao passar de 5,9 para 6,5 biliões de Kwanzas (7,1 mil milhões USD), evolução que cimenta a posição de ‘banco-líder’ do sistema, quanto à dimensão.
A informação contabilística observada nos balancetes do período em análise (que serviu de base para as conclusões da E&M) sinaliza um crescimento homólogo de aproximadamente 33,2% da carteira de crédito, cifrando-se em pelo menos 1,9 biliões Kz. Foi o maior valor de mercado.
Os números indicam ainda que o BAI, no segundo trimestre do presente ano, apoiou a economia com mais 466,05 mil milhões Kz. Aliás, a taxa de transformação de depósitos em crédito, que se situou em aproximadamente 38,9%; mais 7,7 pontos percentuais (p.p) face ao mesmo período de 2025.
Apesar de a carteira de crédito crescer 33,2% no segundo trimestre, os títulos e valores mobiliários continuam a ser o principal elemento do activo do BAI, apesar de reduzir em aproximadamente 2%, totalizando quase 2,2 biliões Kz.
Face ao volume dos títulos e valores mobiliários acima expresso, o nível de exposição do principal banco do sistema à dívida pública foi de 34,8%, ao passo que à intermediação financeira se posicionou em 28,7%. Os indicadores demonstram que o BAI tem o Estado como principal parceiro.
O BAI também registou um desempenho positivo na captação de recursos, no segundo trimestre de 2026, relativamente ao exercício homólogo. Os depósitos saíram de 4,48 para 4,81 biliões Kz, o que representa um crescimento de quase 7%. Também detém o maior valor de mercado.
Ainda no exercício em análise, o banco registou um resultado líquido de 124 mil milhões Kz, uma diminuição de 35% face ao mesmo período de 2025.
O resultado de exercício, como se pôde concluir, corresponde a 12,8% dos fundos próprios daquela instituição bancária no segundo trimestre de 2026, o indicador permite aferir a rentabilidade do capital próprio do banco.
Os fundos próprios registaram igualmente um crescimento homólogo de 23%, tal facto ilustra o reforço da solidez financeira do primeiro banco privado de capital, integralmente, angolano, cuja criação data de 1996. O item demonstra que o BAI tem pujança para enfrentar eventuais riscos.
A evolução de 23% dos fundos próprios traduz maior margem de segurança, assim como confiança para os clientes e investidores, num sector cuja estabilidade e capacidade de resposta à crise são determinantes.














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