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Dívida externa aumenta 7% no primeiro trimestre

Fernando Baxi
25/8/2026
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Reino Unido, como se pôde observar nas estatísticas do BNA, foi o principal credor, ao emprestar pelo menos 17,02 mil milhões USD, aproximadamente 32,24% do stock.

O stock da dívida pública externa situou-se em pelo menos 52,8 mil milhões USD no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento homólogo de aproximadamente 7%, apurou a E&M com base nas últimas informações estatísticas divulgadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA).

Os dados estatísticos do BNA permitiram também concluir que 73,8% (38,96 mil milhões USD) do stock da dívida pública externa é comercial; 20,8% (10, 98 mil milhões USD) multilateral e quase 5,4% (2,84 mil milhões USD) bilateral.

O Reino Unido, como se pôde ainda observar nas estatísticas do banco central, foi o principal credor de Angola (no primeiro trimestre) ao emprestar pelo menos 17,02 mil milhões USD, aproximadamente 32,24% do stock.

A República Popular da China seguiu o Reino Unido na lista dos maiores credores. O montante devido ao gigante asiático (segunda maior economia do mundo) ficou cifrado em quase 12,51 mil milhões USD, que representa quase 23,69% do stock da dívida pública externa de Angola.

Angola, indicam as estatísticas externas do BNA, referentes ao primeiro trimestre, também deve 5,06 mil milhões aos Estados Unidos da América (EUA). A dívida aos EUA equivale a aproximadamente 9,59% do stock total.

Ao nível do continente africano, África do Sul e a República Federativa da Nigéria foram os principais credores de Angola no primeiro trimestre de 2026.

O montante em dívida com a África do Sul ficou cifrado em pelo menos 2,10 mil milhões USD (3,99%) e a Nigéria 1,25 mil milhões USD (2,38%).

Como se pôde observar, a dívida pública externa de Angola cresceu mais rapidamente do que a economia angolana em termos reais no período.      

O aumento de 7% do endividamento, perante um crescimento de 5,32% do PIB real, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), reforça a necessidade de acompanhar de perto a trajectória da dívida e o custo do respectivo, como aconselham os fundamentos macroeconómicos.     

A questão central passa por saber se o crescimento económico e a capacidade de geração de receitas e divisas estão a avançar a um ritmo suficiente para suportar a respectiva dívida.