Nos últimos seis anos a indústria das bebidas cresceu em números e resultados. De acordo com os dados do Ministério da Indústria e Comércio, o País saltou de 60 unidades fabris em 2018 para 178 em 2024. Um aumento de 197% traduz-se em 118 novas fábricas, mais de 19 por ano, numa economia que atravessou uma das piores crises da sua história, a pandemia da Covid-19.
Luanda concentra naturalmente o grosso da produção, com 126 unidades. Mas o dado mais significativo é outro: Benguela já conta com 15 fábricas, o Huambo e a Huíla com 8 cada. O interior, tantas vezes esquecido pelos grandes projectos de desenvolvimento, ouve agora o rumor constante das linhas de enchimento e sente o cheiro do malte e do bagaço.
Esta descentralização para além de permitir produzir perto do consumidor final se refletiu na redução de custos logísticos, criaçãp de emprego nas comunidades locais e contribui para um desenvolvimento mais equilibrado do país, como defende o Presidente da Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), Manuel Victoriano Sumbula.
Triplicar o número de fábrica em seis anos permititu que a capacidade instalada do sector atingisse os 105,5 milhões de hectolitros anuais. O mercado interno consome pouco mais de metade disso. Traduzindo para uma linguagem que qualquer empresário entende: Angola tem hoje capacidade para produzir o dobro da sede do seu povo.
Há quem veja nisto um problema, custos fixos a amortizar, capacidade ociosa a pesar nas contas. Mas Manuel Victoriano Sumbula, presidente da AIBA, prefere olhar para o copo meio cheio. Aliás, prefere olhar para o barril inteiro.
Leia este artigo na íntegra na edição 259 da revista Economia & Mercado, referente ao mês de Abril, já disponível nas bancas.


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