Produtores de bebidas espirituosas em Angola denunciam que o Decreto Executivo que baniu as saquetas num curto espaço de tempo de transição e as fragilidades na fiscalização estão a empurrá-los para constantes readaptações.
Bruno Castro e Mauro Feijó respondem a duas importantes operadoras do sector de bebidas espirituosas em Angola. Partilham da mesma visão crítica sobre o quadro que ensombra um mercado que, no País, é responsável por cerca de 12 mil postos de trabalho directos, cerca de 95% dos quais quadros nacionais.
É inevitável, na conversa com a revista Economia & Mercado, a abordagem, pelas piores razões, ao Decreto Executivo do Ministério da Indústria e Comércio n.º 13/24, de 12 de Janeiro, que pôs termo à produção, importação e comercialização de bebidas espirituosas em PET ou saquetas de plástico, com a proibição dos ‘pacotinhos’ a ser o expoente mais mediático da medida.
Pelo peso que o material representava na facturação, percebe-se, rapidamente, as motivações subjacentes à onda de contestação que a decisão originou junto do sector, seja por aqueles que questionam a sua institucionalização ou por aqueles que reclamam apenas do tempo dado para a entrada em vigor da proibição: 60 dias.
Na empresa National Distillers, que tem no seu portfólio a popular marca de bebidas espirituosas BEST, a imagem imposta pela proibição das saquetas está visível numa coluna de 45 máquinas de enchimento em PET voltadas à inoperância e na redução considerável da força de trabalho de cerca de 450 para 120 funcionários.
Leia este artigo na íntegra na edição 259 da revista Economia & Mercado, referente ao mês de Abril, disponível nas bancas.


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