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Pressão externa e campos velhos encolhem exportações em 9% e reduzem receitas em 22

André Samuel
9/3/2026
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Foto:
DR

Irão representa principal prémio de risco. Agitação interna, sanções e intervenção militar, bem como potenciais riscos para o Estreito de Ormuz, acrescentam importante factor de alta para o preço.

O encerramento do ano de 2025 no sector dos hidrocarbonetos em Angola foi marcado por uma complexa interacção de forças globais. Os resultados do quarto trimestre, apresentados recentemente em Luanda, revelam um cenário de volatilidade onde a diplomacia, os conflitos geopolíticos e as métricas de mercado ditaram o ritmo da economia nacional.

Durante o exercício de 2025, Angola exportou um total de 357,10 milhões barris de petróleo bruto, representando uma diminuição de 9,28% em comparação com o ano anterior (393,65 milhões barris em 2024).

A distribuição mensal dos volumes revela um padrão interessante: Dezembro registou o maior volume exportado do ano (32,9 milões barris), enquanto Janeiro apresentou o menor volume (28,4 milhões barris). Esta variação sazonal está associada, entre outros factores, ao ciclo de carregamentos e à procura nos mercados de destino.

Quanto ao preço médio ponderado das ramas angolanas, o mesmo fixou-se em 68,438 USD por barril, o que representa um decréscimo de 14,19% face à média de 79,760/ USD bbl registada em 2024. A evolução mensal dos preços demonstra uma trajectória descendente ao longo do ano.

O valor bruto das exportações de petróleo bruto no ano de 2025 rondou os 24,4 mil milhões USD, representando uma diminuição de 22,16% face aos 31,3 mil milhões USD registados em 2024. Esta redução mais acentuada no valor (22,16%) comparativamente à queda no volume (9,28%) explica-se precisamente pela deterioração do preço médio de venda ao longo do ano.

Leia este artigo na íntegra na edição 258 da revista Economia & Mercado, referente ao mês de Março, já disponível nas bancas.