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Estragos da seca sugerem investimentos urgentes em programas estruturantes

Victória Maviluka
5/5/2026
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Foto:
DR

Entre Agosto de 2025 e Março deste ano, as terras das províncias do litoral do País apresentaram um quadro de seca severa, que dizimou animais e comprometeu culturas agrícolas.

Em Abril de 2022, o País viu nascer o Canal do Cafu, descrito pelas autoridades como um dos mais estruturantes programas de combate aos efeitos da seca em Angola, projectado para tirar a água do rio Cunene e colocar à disposição de gados e culturas agrícolas de várias povoações, num percurso de 165 km.

Por altura da inauguração do mediatizado sistema de transferência de água, as autoridades angolanas comprometeram-se a replicar a iniciativa noutras paragens do País, particularmente na zona Sul do território nacional, historicamente a mais afectada pela estiagem.

Entretanto, a última seca, iniciada em Agosto de 2025 e que se estendeu até finais de Março deste ano, com consequências graves para o gado e culturas agrícolas, tratou de trazer à baila o assunto sobre políticas estruturantes de combate à seca em Angola.

E o que se depreendeu da última estiagem, sentida sobretudo no litoral do País, é uma insuficiência substancial de projectos estruturantes capazes de fazer face a períodos longos de falta de chuvas e salvaguardar os interesses da classe agropecuária - um quadro de fragilidade na sustentabilidade do negócio que não impulsiona o desejado apetite para o financiamento da banca à economia real.

"Não podemos olhar o negócio de um agricultor, a informação financeira de um agricultor, como uma empresa normal. É totalmente diferente. Estamos, agora, a olhar para uma agricultura com mais tecnologia, com uma agricultura mais comercial", observou Yuricelma Pais, directora de Agronegócio do Standard Bank, painelista da mesa-redonda sobre 'Investimento e financiamento na agricultura em Angola, de lançamento da Agritech Show Luanda.

Sabe-se que o País conta, desde o início da governação de João Lourenço, com um Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA). Este plano tem inscritos programas estruturantes, cuja execução exige a mobilização de recursos consideráveis, como admitiu o Presidente da República na visita que efectuou, em 2023, às obras de construção das barragens de Calucuve e Ndue, no município de Cuvelei, na província do Cunene.

Leia este artigo na íntegra na edição 261 da revista Economia & Mercado, referente ao mês de Maio, já disponível nas bancas.