IFC Markets Live Quotes
Powered by
3
1
PATROCINADO

Mercado Único da Aviação ‘decola’ ao ritmo do comércio intra-africano ainda brando

Victória Maviluka
8/1/2026
1
2
Foto:
DR

É recorrente operadores relacionarem o reduzido movimento no comércio intra-africano com os avanços tímidos em direcção a um mecanismo que visa garantir deslocações fáceis no continente.

Nas conclusões dos principais encontros com o ‘pano de fundo’ na integração africana, líderes do continente não param de lançar apelos à superação dos obstáculos ao comércio intra-africano, considerado um imbróglio para o desejado salto da aviação continental. Mas o ‘saldo’, no terreno, continua a demonstrar que África tem, de longe, preferência por estabelecer relações comerciais lá fora do que dentro do continente.

Em vigor desde 2021, a Zona de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA, na sigla em inglês) é o principal instrumento no qual os africanos acreditam para a viragem do cenário de escassez de trocas comerciais entre os seus países. No terreno, a AfCFTA tem sido associada a alguns avanços que o comércio intra-africano regista, mas o ritmo do seu impulso é considerado ainda aquém do desejável.

Dados da Organização Mundial do Comércio reportam que, em 2024, por exemplo, o comércio intra-africano registou um aumento de 12,4% para 220,3 mil milhões de dólares, com a África do Sul a liderar as exportações (representou mais de um quarto do total), seguida pelo Egipto, Nigéria e RDC. A OMC assinalou este crescimento, mas considerou-o ainda muito baixo em comparação com outras regiões.

No sector da aviação civil africana, é cada vez mais recorrente os operadores relacionarem este reduzido movimento no comércio entre países africanos com os avanços tímidos em direcção ao Mercado Único Africano de Transporte Aéreo (SAATM, na sigla em inglês), um mecanismo que visa garantir deslocações “fáceis, rápidas e baratas” no continente.

Até aos finais do ano passado, a adesão à liberalização aérea africana, sob a batuta desta iniciativa, contabilizava cerca de 40 países, com uma particularidade que condiciona o alcance dos seus principais propósitos: a implementação plena para muitos Estados continua a ser um processo em curso. Daí o tema da mobilização permanecer nas agendas dos grandes encontros do sector.

Leia este artigo na íntegra na edição de Janeiro da revista Economia & Mercado, já disponível nas bancas.