O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu reduzir o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional de 18% para 17,5%, com o objectivo de libertar liquidez para dinamizar o mercado monetário interbancário.
Na prática, ao reduzir o montante que os bancos comerciais são obrigados a depositar no Banco Central, o regulador liberta mais recursos para que as instituições possam emprestar entre si e, consequentemente, aumentar a concessão de crédito à economia real. Esta decisão insere-se num contexto de estímulo à actividade económica, sem descurar a estabilidade dos preços, uma vez que o BNA mantém como meta reduzir a taxa de inflação para um dígito até 2026.
Apesar deste estímulo interno, o CPM manteve a taxa BNA em 17,5%, a taxa de Juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez em 16,5% e a taxa de Juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez em 18,5%.
Ao manter a taxa BNA nos 17,5%, o Banco Central sinaliza que, embora queira estimular a liquidez, continua atento aos riscos vindos do exterior, equilibrando assim a necessidade de crescimento com a estabilidade da moeda.
O BNA justifica esta cautela com o cenário de "incertezas no ambiente económico internacional, associadas ao agravamento dos conflitos geopolíticos", que poderão ter impactos imprevisíveis na economia nacional.

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