As cinco empresas cotadas na Bolsa de Valores e Dívida de Angola (BODIVA) registaram um lucro agregado de 585,5 mil milhões de kwanzas em 2025, um crescimento de 178% face aos 210 mil milhões de kwanzas contabilizados no exercício anterior.
Contas feitas pela Economia & Mercado, de acordo com as demonstrações financeiras ainda não auditadas, revelam que os ganhos diários rondaram 1,6 mil milhões de kwanzas. Este valor é 2,8 vezes superior ao de 2024, ano em que o lucro diário fixou-se em 575 milhões de kwanzas.
Este desempenho foi impulsionado pela entrada do Banco de Fomento Angola (BFA), através de uma Oferta Pública Inicial (OPI) que incluiu a venda de participações detidas pelo Estado e pelo Banco Português de Investimentos (BPI).
O Banco Angolano de Investimentos (BAI) foi a entidade mais rentável, com 302 mil milhões de kwanzas, um crescimento de 100% em relação aos 151 mil milhões de kwanzas do período homólogo. A segunda posição do pódio coube à estreante BFA, que anotou 230 mil milhões de kwanzas. Antes da sua cotação, a instituição obteve um resultado de 205,8 mil milhões de kwanzas.
Em terceiro lugar, o Banco Caixa Geral Angola (BCGA) recuou 11,9% nos lucros, de 50,1 mil milhões de kwanzas em 2024 para 44 mil milhões em 2025.
A fechar o top cinco figuram a seguradora ENSA, que registou a maior queda entre as cotadas, com os ganhos a recuarem 18% para 6,5 mil milhões de kwanzas (ante 8,05 mil milhões em 2024), e a própria BODIVA, que viu os seus proveitos dispararem 101%, para 2,6 mil milhões de kwanzas.
Segundo dados da Renda Passiva, o BFA lidera a previsão de distribuição de dividendos, com uma estimativa de 7 668 kz por acção. Na sequência, surgem o BAI (6 989 kz/acção), a BODIVA (1 959 kz/acção) e a ENSA (1 481 kz/acção). A instituição com o menor payout projectado é o BCGA, que deverá remunerar os seus accionistas com 1 082 kz por título.

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