O Aeroporto Internacional António Agostinho Neto (AIAAN), movimentou, no primeiro ano de actividade, 8.669,41 toneladas de carga, equivalentes a 6,6% da sua capacidade anual, numa fase em que a maior infra-estrutura aeroportuária do País registava ainda um movimento tímido por parte de companhias aéreas que operam em Angola.
Deste volume de carga, lê-se na Estratégia do Governo para a Mobilidade de Pessoas e Bens, 7.748,52 toneladas, equivalentes a 89,4%, referem-se à carga pura, enquanto a carga de porão representou, entre Dezembro de 2024 e Novembro de 2025, 10,6% (920,89 toneladas).
Construído na zona do Bom Jesus, na província de Icolo e Bengo, e inaugurado a 10 de Novembro de 2024, o Aeroporto Internacional António Agostinho Neto foi projectado para receber, anualmente, 130 mil toneladas de carga, contando o seu terminal de cargas com 26 operadores.
Com o AIAAN ainda sob gestão do Airport Temporary Operator, as autoridades angolanas definiram três fases para o processo de transferências das operações do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, para o ‘Novo Aeroporto’: (1) Activação do Terminal de Cargas com a recepção dos primeiros voos cargueiros; (2) Activação do Terminal de Passageiros com o início das operações dos voos domésticos e (3) Início das operações dos voos internacionais.

TAAG fez voo inaugural
A 19 de Dezembro de 2024, a TAAG - Linhas Aéreas de Angola realizou o primeiro voo (carga) para Lagos (Nigéria), marcando o início das operações do AIAAN. Em Outubro do ano passado, a companhia de bandeira nacional realizou o primeiro voo comercial intercontinental de passageiros, através da aeronave Boeing 777-300ER da rota Lisboa – Bom Jesus.
O Aeroporto Internacional António Agostinho Neto foi erguido de raiz para ser um hub de referência na África Austral. O ‘gigante’ aeroporto, capaz de acolher um Airbus A380, o maior avião comercial do mundo, foi projectado para 15 milhões de passageiros/ano, tendo movimentado, em quase um ano de operações, 585 mil passageiros, como noticiou a E&M.
Depois da TAAG, outras companhias de aviação civil que operam em Angola têm transferido as suas operações do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro para o ‘Novo Aeroporto’, como são os casos da Emirates, Air France, TAP, Lufthansa e Ethiopian Airlines.
Recentemente, as autoridades angolanas anunciaram que o consórcio Corporación América Airports, que integra a Mota-Engil Engenharia e Construção África, foi o vencedor do concurso público internacional para a concessão de exploração, gestão e manutenção do AIAAN por um período inicial de 25 anos.

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