Na China, há uma expansão - ao ritmo do ‘silêncio’ que caracteriza o regime de Pequim - de projectos que apontam para o reforço da capacidade de refinação de petróleo capaz de alterar, nos próximos momentos, o xadrez da cimeira deste segmento, sob comando (ainda) dos Estados Unidos, prognosticam analistas do sector.
Para atestar a disputa, dados de 2023 reportam que, no ano transacto, os chineses registaram uma capacidade diária de refinação de petróleo na ordem dos 15 milhões de barris, contra 15,5 dos norte-americanos.
No que toca à capacidade máxima de refinação das duas potências, aqui, os números provam, também, algum equilíbrio, com a balança a atribuir vantagem aos EUA (chegariam aos 18 milhões de barris, comparativamente aos 17,3 da China). Pequim, observam os analistas, segue, evidentemente, os passos da maior economia do mundo, a maior parte das vezes silenciosamente.
Este ‘silêncio’, acrescentam os analistas, resulta das condições políticas internas à própria China – num contexto em que as decisões do governo dificilmente são contestadas ou até mesmo escrutinadas. Sem ‘incómodos democráticos’, a China segue em frente, indiferente às queixas de concorrência desleal que os Estados Unidos apresentam em diversos fóruns.
Sabe-se, entretanto, que o ocidente detectou, há vários meses, que a China está a ‘entesourar’ grandes quantidades de petróleo, que consegue a excelentes preços, e que não estão à disposição de qualquer um, observam.
“Esperamos que as importações de petróleo bruto da China em 2024 aumentem à medida que o governo aumenta as quotas de importação para refinarias privadas. Em Janeiro de 2024, o governo chinês emitiu quotas anuais de importação de petróleo bruto para refinarias privadas pela primeira vez desde que o sistema foi introduzido em 2015", refere um estudo da consultora Fitch, citado pela publicação portuguesa.
Explicam que isso tem sido fundamental, pois permite que as refinarias planeiem produção e trabalhem com maior segurança. No passado, as quotas mudavam de tempos em tempos.

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