Angola poderá poupar até 50 milhões de dólares por ano com a entrada em funcionamento de uma fábrica nacional de redes mosquiteiras, anunciada pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta. O cálculo foi feito pela Economia & Mercado com base nos dados apresentados, em Março, durante a 1.ª Conferência E&M sobre Saúde, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Alberto Pinto.
Na ocasião, Carlos Alberto Pinto revelou que Angola consome, em média, 10 milhões de redes mosquiteiras por ano. Segundo o governante, cada unidade importada custa entre um e cinco dólares, o que representa uma despesa anual estimada entre 10 milhões e 50 milhões de dólares.
O anúncio da futura fábrica foi feito nesta terça-feira, 19, em Genebra, pela ministra da Saúde, durante o Encontro Ministerial sobre a Malária, realizado à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A iniciativa, de acordo com uma nota do Gabinete de Comunicação Institucional do Ministério da Saúde, é apoiada pelo África CDC (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana), organismo que está a trabalhar com o Governo no processo de transferência de tecnologia para a produção local de redes mosquiteiras de nova geração com dupla ação insecticida.
Na sua intervenção, Sílvia Lutucuta sublinhou que o projecto deverá fortalecer a capacidade nacional de resposta à malária, reduzir os custos de importação e criar novas oportunidades para o sector industrial do país, sobretudo na indústria têxtil.
No país, a malária continua a ser a principal causa de morte em Angola, provocando cerca de 10 mil óbitos por ano, segundo dados oficiais das autoridades sanitárias.


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