O Presidente da República, João Lourenço, manifestou hoje em Luanda o desejo de ver um maior investimento privado directo dos empresários portugueses no agro-negócio, nas pescas, na hotelaria, no turismo, no comércio, na construção civil, na imobiliária, na indústria de confecções, na indústria de curtumes e do calçado e em outros ramos da economia .
João Lourenço discursava no Palácio da Cidade Alta por ocasião da visita de dois dias do Primeiro-Mnistro português, António Costa.
Na ocasião, o Chefe do Estrado lançou o repto ao empresariado daquele país sobre o processo de privatizações de activos em curso no país.
“Decorre o processo de privatização de activos do Estado para os quais os empresários portugueses se podem também habilitar, apelou o estadista angolano.
Para o Presidente da República afigura-se de grande importância, a necessidade de se incrementar o intercâmbio cultural, técnico-científico e académico entre as “nossas instituições públicas, privadas e da sociedade civil”.
João Lourenço assinalou também a importância da assinatura do Programa Estratégico de Cooperação entre Angola e Portuga até 2027.
“Acredito que saberemos imprimir suficiente empenho e dedicação na concretização destes objectivos, que, seguramente, produzirão resultados concretos e tangíveis”, realçou.
A efectivação dos propósitos comuns delineados pelos dois países, passam pela necessidade de ampliar os recursos a serem disponibilizados para dar sustentação aos vários projectos que se encontram em fase de avaliação para posterior enquadramento nas soluções financeiras que vierem a ser equacionadas, diz ainda o Chefe do Estado.
A dada altura, João Lourenço ressaltou o facto de o nome de Portugal estar associado à construção de importantes infra-estruturas públicas a serem executadas por empresas portuguesas beneficiárias do crédito à exportação no quadro da linha de financiamento negociada entre os dois governos.
Citou como exemplos o Santuário da Muxima, a reabilitação da Fortaleza do São Pedro do Penedo, a reabilitação de duas estradas nacionais nas províncias do Zaire, de Cabinda e do Moxico, a construção de parques de produção de energia fotovoltaica no centro e leste do país.
“Dentro de dias realizaremos a cerimónia da passagem efectiva das infra-estruturas do Corredor do Lobito para o consórcio de empresas (entre as quais uma portuguesa), vencedor do concurso internacional para a concessão deste activo de importância internacional”, revelou.
Por sua vez, o Primeiro-ministro portugues, António Costa, anunciou a abertura de uma linha de crédito para Angola, avaliada em 500 milhões de euros.
De acordo com o Chefe de Governo português, aos 500 milhões de euros, sob a forma de empréstimos, acresce-se o saldo ainda existente de 250 milhões do Programa Estratégico de Cooperação (PEC) anterior.
Durante as conversações oficiais, no quadro da visita de dois a Angola, António Costa afirmou que o novo PEC continuará a privilegiar as áreas tradicionais da cooperação portuguesa, priorizando a diversificação económica.
Na sua intervenção, destacou o alargamento da linha de crédito de 1.500 milhões de euros para dois mil milhões de euros, como "um instrumento importante para o desenvolvimento de Angola, mas também para a actividade das empresas portuguesas neste país".
Sublinhou que o novo Programa Estratégico de Cooperação 2023/2027 (PEC) estará associado a um envelope financeiro robusto para os próximos cinco anos.

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