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Crescimento populacional em Angola exige mais da indústria alimentar

Fernando Baxi
28/8/2025
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Foto:
DR

Ministro Rui Miguêns lembrou que o dilema da subida dos preços no mercado nacional se resolve com o aumento da produção e da produtividade.

O ministro da Indústria e Comércio (MINDCOM), Rui Miguêns, ‘exigiu’, recentemente em Luanda, maior capacidade de produção e responsabilidade da indústria nacional, face ao aumento da população.

A ‘preocupação’ do auxiliar do Titular do Poder Executivo foi manifestada aquando do encontro com agentes ligados ao sector industrial, num evento co-organizado com o Grupo Naval, subordinado ao tema: “Missão, Desafios e Oportunidades das Indústrias de Bens Alimentares em Angola”.

O número da população angolana, segundo o ministro Rui Miguêns, cresce anualmente 3,3%, daí a necessidade daquele segmento industrial trabalhar no sentido de acompanhar o ritmo do crescimento populacional no País. 

Para o ministro da Indústria e Comércio, que acumula experiência na banca, no qual foi vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), o sector alimentar tem obrigação de produzir bens e alimentar a população. 

Na perspectiva do auxiliar do Presidente da República, João Lourenço, na qualidade de Titular do Poder Executivo, Angola tem registado crescimento contínuo no sector em causa e nalguns segmentos já existe capacidade de cobertura total “destes bens de amplo consumo da produção nacional”.     

Ainda no evento cujo objectivo foi de analisar os principais desafios; identificar oportunidades de crescimento e inovação da indústria alimentar, o ministro Rui Miguêns lembrou que o dilema da subida dos preços no mercado nacional se resolve com o aumento da produção.

“Só os aumentos da produtividade é que vão garantir que os produtos que a nossa produção nacional garante para o mercado possam ir sendo acompanhados com o crescimento dos salários reais da população”, declarou o ministro, que também defendeu o aumento da qualidade da produção.

Apesar dos avanços registados e do crescimento (de dois dígitos), o ministro de Estado para Coordenação Económica, José de Lima Massano, considerou que a indústria alimentar nacional ainda depende de factores externos, daí defende maior integração das cadeias produtivas do País. 

Face à situação, o antigo governador do BNA, hoje líder da equipa económica, é ainda apologista de um diálogo estruturado entre o Executivo e os operadores, através de canais institucionais mais dinâmicos e eficazes.

O presidente da Associação Agropecuária de Angola (AAPA), Wanderley Ribeiro, acolheu a sugestão apresentada pelo Ministro de Estado para Coordenação Económica, afirmando que estruturas organizadas são essenciais para garantir uma comunicação célere com o Executivo.          

César Rasgado, presidente da Associação de Produtores de Farinha de Trigo de Angola (APFTA), à semelhança de Wanderley Ribeiro, concorda com a perspectiva do responsável equipa económica do actual Executiva.

“Angola já alcançou a auto-suficiência na produção de farinha de trigo, e o desafio agora é garantir que o produto chegue ao mercado de forma eficiente e competitiva”, afirmou César Rasgado à margem do evento.