Segundo o responsável, o desconto do Imposto sobre o Rendimento de Trabalho (IRT) aos salários de efectivos militares e polícias deverá ocorrer tão logo seja finalizada a parametrização no Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE) para o devido processamento.
José Leiria disse, ainda, sem apontar datas, que decorre neste momento, o ajuste dos serviços informáticos, de modo que os descontos ocorram sem constrangimentos e isso porque o actual modelo de pagamento não bancarizou todos os beneficiários, situação que se está a corrigir também.
De acordo com o Jornal de Angola, questionado sobre o por quê que só agora se está a avançar com estes trabalhos, José Leiria disse que tal só era mesmo possível depois de aprovada a lei pelo Parlamento, pois de contrário estaria o Governo, enquanto proponente, a usurpar as competências de um outro órgão autónomo, no caso a Assembleia Nacional.
"Não tendo havido revogação da lei, é porque a medida é mesmo para continuar. O que podemos garantir é que não houve recuo como se ouve em certa imprensa”, disse.
A AGT garante que quanto os descontos estiverem a ser efectivados, não irá efectuar pagamento com retroactivos (compensação de atrasados), uma vez que a não operacionalização, até ao momento, decorre de organização da máquina fiscal do Estado e não da vontade ou não do contribuinte.
O administrador da AGT explicou, por outro lado, que o ajuste efectivado nos demais funcionários públicos foi mais fácil, porquanto aqueles que já estavam inseridos na base, logo, não constituíram nenhum obstáculo novo.
Já os militares e polícias, acrescentou, constituem a maioria dos funcionários públicos, o que torna, realmente, o cenário de operacionalização desta medida muito mais difícil de materializar.

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